Apesar da indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como possível adversário de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto, a aposta em Michelle Bolsonaro (PL) segue viva nos bastidores do grupo. Longe dos holofotes, aliados da ex-primeira-dama trabalham para mantê-la no radar como uma alternativa viável eleitoralmente para uma disputa nacional.
O movimento ganhou força desde que Michelle passou a ocupar o papel de principal porta-voz da família nas atualizações sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). E a cereja do bolo foi quando ela publicou, nesta terça-feira, 13, um vídeo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com criticas à condução da política econômica do governo federal.
Pessoas próximas a Michelle avaliam que ela conseguiu se projetar com um tom mais moderado, preservando a identidade conservadora do bolsonarismo sem acionar polêmicas que frequentemente marcam as declarações dos filhos do ex-presidente.
Integrantes do entorno bolsonarista reconhecem o crescimento de Flávio nas recentes pesquisas, mas veem Michelle como uma figura “mais adequada” dentro do clã para enfrentar a eleição presidencial, justamente por não carregar o histórico dos herdeiros diretos. O receio é que o protagonismo de um dos filhos acabe aprofundando diferenças dentro da direita, o que pode afastar aliados e dificultar a construção, com a ala mais moderada, de uma frente ampla contra Lula.
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A leitura é de que, enquanto Michelle preserva capital político junto ao eleitorado evangélico e conservador, além do público feminino, os filhos do ex-presidente seriam fatores permanentes de instabilidade política. E a avaliação rendeu, no entorno de Michelle, uma definição jocosa para Flávio, Eduardo, Carlos e Jair Renan. “São os cabeças de bagre”, disse um interlocutor da ex-primeira-dama ao PlatôBR.
