O ex-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou, em sua entrevista ao New York Times, que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito presidencial deste ano seria "matematicamente impossível". Ao publicar o corte nas redes sociais, apoiadores do petista criticaram o senador e argumentaram que sua derrota se deve à sua campanha no segundo turno.

No vídeo publicado pelo perfil oficial de Flávio, o senador diz que não há matemático, especialista estatístico ou "probabilidade de cálculo quântico da NASA" que explique o acréscimo de 10 milhões de votos a favor de Lula.

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Na publicação, o senador cita o crescimento na quantidade de votos em estados como o Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina, locais que elegeram apoiadores de Flávio para governador, para justificar que os dados "não param de pé" e que "a conta não fecha".

Eleitores de Lula, então, reagiram às acusações do ex-candidato à Presidência. Nos comentários da publicação, os internautas acusam o "filho 01" de Jair Bolsonaro de não utilizar critérios matemáticos em seus argumentos, e de ter feito a "pior campanha de segundo turno da história".

"Modelos estatísticos conseguiram projetar o vencedor com apenas 2% a 5% das urnas apuradas, desde que a amostra seja representativa. Isso é matemática, não mistério. Alegar fraude sem apresentar provas técnicas é apenas tentar desacreditar um resultado eleitoral. A matemática se demonstra com dados; fraude se comprova com evidências, não com teorias conspiratórias", escreveu um internauta.

"Uma campanha horrorosa para o segundo turno torna essa matemática bem possível. Aliás, você no debate da Band parecendo um espírito atrás do Lula, e na Globo desrespeitando o presidente, o chamando de '9 dedos' nos deu a virada merecida", afirmou um eleitor de Lula.

"Sua campanha de 1º turno, sobretudo quanto ao voto útil, foi ótima. Aí você bateu no teto, e a campanha do 2º turno foi um desastre! Não seria espantoso você fazer menos votos do que no 1º turno", disse outro usuário do "X".

"A matemática é essa: enquanto você subia no trio elétrico para fazer dancinha, a gente foi para a rua e dialogou com os indecisos", descreve outro apoiador do presidente.

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*Estagiário sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria

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