Na prorrogação, Lula aposta no ‘mata-mata’ para tentar virada inédita
O petista admitiu que se surpreendeu com o resultado deste domingo. Ele aposta no confronto direto para mostrar suas diferenças em relação ao filho 01 de Jair Bolsonaro
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“Inesperado.” Foi assim que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resumiu o resultado do primeiro turno das eleições neste domingo, 4. Na primeira manifestação pública após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmar o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que terminou a apuração em vantagem, o petista classificou a próxima etapa da disputa como uma verdadeira “prova dos nove” da eleição.
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“O jogo vai começar. Estamos na prorrogação”, declarou o presidente. No mesmo tom, Lula disse estar à vontade em uma disputa direta e afirmou ser “muito bom no mata-mata”, como se referiu ao segundo turno. “No tête-à-tête. Aí, nós vamos ver quais são os projetos que o país tem”, afirmou, acrescentando que o resultado das urnas foi “uma lição da democracia no Brasil, por votação do povo brasileiro”.
O petista admitiu, porém, que a expectativa da campanha era outra. “Confesso que estava convencido que ia ganhar no primeiro turno. Mas eu também já pensei isso outras vezes”, afirmou. A segunda volta, segundo o presidente-candidato, poderá mostrar “a verdadeira fotografia do Brasil, de hoje e do Brasil que a gente quer”, numa “campanha entre apenas dois candidatos, em que a gente vai poder mostrar a diferença entre as propostas”.
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Ao se referir ao adversário, Lula afirmou que Flávio representa “uma incerteza com uma biografia de um passado tenebroso”. A tentativa de associar o senador à imagem de um candidato “aventureiro” e com pendências na Justiça é peça-chave na estratégia do petista para conquistar eleitores indecisos e estabelecer um contraste entre a experiência do atual presidente e a proposta de país apresentada pelo filho mais velho de Jair Bolsonaro. Em busca de uma virada inédita no segundo turno, em 25 de outubro, o atual presidente vai em busca dos votos dos mais de 33,3 milhões de brasileiros que não compareceram às urnas no primeiro turno — o equivalente a 21% do eleitorado nacional.