ELEIÇÕES 2026

Gilmar Mendes defende integridade das urnas e diz que ataques são "em vão"

Ministro do STF disse que ataques revelam "intenções espúrias ou alheamento da realidade de quem as propaga"

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), escreveu nas redes sociais, neste sábado (7/11), que os questionamentos e ataques feitos à integridade das urnas brasileiras são “em vão” e que revelam “intenções espúrias ou alheamento da realidade de quem as propaga”. 

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Em uma publicação no X, o magistrado defendeu o sistema eleitoral brasileiro e disse que ele garante “eleições limpas” ao Brasil há 30 anos. Para ele, a “reputação de excelência” construída pela Justiça Eleitoral ao longo dos anos “não será tisnada por aleivosias como essas”. “A sociedade brasileira sabe apartar as bravatas do discurso sério e responsável”, encerrou o ministro.  

Ao longo do texto, ele relembrou os processos de auditoria das urnas brasileiras, validado por observadores internacionais e especialistas. Também apontou que todos os partidos políticos podem participar desse processo ao lado do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 

Gilmar Mendes relembrou que o Partido Liberal elegeu, em 2026, com esse sistema eleitoral, as maiores bancadas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, além de seis governadores. “Ainda assim, há quem alimente agora falsas narrativas contra o pleito”, apontou.  

A publicação do ministro ocorre em meio ao não reconhecimento da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL). Logo após a Justiça Eleitoral confirmar um 4° mandato de Lula, Flávio disse ser “impossível” reconhecer a vitória do adversário e que pediria a “anulação” das eleições.

Posteriormente, Flávio fugiu para os Estados Unidos (EUA) e divulgou uma carta em que acusava suposta fraude eleitoral e dizia ser o "verdadeiro presidente do Brasil". Após a repercussão negativa, o senador recuou e divulgou uma nova versão do documento, em que se apresenta como o “líder do Brasil”.

O senador manteve o discurso de fraude eleitoral e, recentemente, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, admitiu não ter provas que fundamentam sua acusação. “Não tenho provas e nem terei, porque é proibido investigar esse assunto”, disse. 

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