Lula chama Flávio Bolsonaro de "pé-frio": "Derrotou o Trump"; veja o vídeo
Ao comentar a viagem do senador aos Estados Unidos, presidente ironizou a aproximação de Flávio com Donald Trump e afirmou que o parlamentar terá de voltar ao Brasil para responder a processos.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de “pé-frio” ao comentar a viagem do parlamentar aos Estados Unidos. Durante live ao lado do deputado federal André Janones (Avante-MG), Lula associou a chegada do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao país à derrota do presidente norte-americano Donald Trump em uma disputa eleitoral. Assista ao vídeo:
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“Enquanto eu levantava a bandeira do meu país, o meu adversário pegava a bandeira americana e ficava beijando. E foi correr agora, pé-frio. Derrotou o Trump. Chegou nos Estados Unidos, Trump perdeu”, afirmou Lula durante uma transmissão ao vivo dos dois políticos.
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Na sequência, o presidente ironizou a viagem de Flávio e disse que o senador teria ido ao país em busca de proteção. Lula também fez referência aos processos que, segundo ele, o parlamentar terá de enfrentar no Brasil.
“Foi lá para pegar proteção. Você vai ver a proteção que você vai ter. Você vai ter que voltar para o Brasil para enfrentar os processos que você tem”, declarou.
A quais processos Lula se refere? Relembre
Flávio Bolsonaro conseguiu fugir do Brasil mesmo com o passaporte apreendido após determinação do ministro Alexandre de Moares. A medida, aliás, repercutiu mal internacionalmente e até o presidente Lula criticou Morares. Para o petista, a medida poderia ser usada para alimentar o discurso de perseguição política.
Por que Moraes determinou a apreensão do passaporte?
A decisão do ministro Alexandre de Moraes foi tomada na noite de domingo (25/10), após pedido da Polícia Federal (PF). A representação policial foi assinada digitalmente às 21h16, sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a derrota de Flávio, às 21h09.
A proximidade entre os horários alimentou questionamentos de aliados do senador sobre a motivação da medida. A ordem, no entanto, foi fundamentada em elementos de investigações já em andamento no STF.
Na mira da Polícia Federal
A Polícia Federal fundamentou o pedido em dois fatores principais: a presença de Flávio como "usuário master" de uma conta da Alcazar Holding, mantida pelo advogado Willer Tomaz em Portugal, e uma fala de Eduardo Bolsonaro em podcast no dia 23 de outubro. Na ocasião, o ex-deputado declarou: "se meu irmão não ganhar [a eleição], sou a favor que ele deixe o país."
O documento policial registrou ainda que Willer Tomaz está em Miami desde 25 de agosto, sem previsão de retorno. De acordo com a PF, o advogado dispõe de recursos financeiros suficientes para ficar no exterior por período indeterminado.
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Investigações e conexões financeiras
Tomaz responde a dois inquéritos derivados da operação Sem Desconto, que apura desvios nas aposentadorias do INSS. O processo sob relatoria de André Mendonça investiga negócios com o senador Weverton Rocha e com Antonio Camilo Antunes, o Careca do INSS.
A outra apuração, relatada por Moraes, investiga se Tomaz lavou recursos da Loterj por meio da Rio Pag e de empresas de apostas. Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Tomaz apostou R$ 5 bilhões em bets no ano passado. Flávio é investigado nesse procedimento, ainda em fase inicial.
Flávio figurou como usuário master da Alcazar Holding até maio de 2025 e viajou dos Estados Unidos ao Brasil em janeiro daquele ano no jato Legacy 500, do qual a holding tinha 33,3% de participação. O cotista Daniel Vorcaro repassou sua fração para Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, como pagamento por serviços de advocacia.
Entre os argumentos apresentados pela PF estão informações sobre a relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, e declarações de Eduardo Bolsonaro sobre a possibilidade de o irmão deixar o Brasil caso perdesse a eleição.
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Moraes acolheu o pedido e determinou que Flávio entregasse os passaportes, além de proibi-lo de deixar o país. O senador contestou a decisão e questionou a relação entre a medida e a derrota eleitoral.