Carla Zambelli recebe R$ 62 mil via campanha no exterior
Nova estratégia para receber doações anônimas surge depois do cancelamento de projeto pago; montante foi obtido na plataforma GoFundMe
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A ex-deputada Carla Zambelli arrecadou 10.205 euros, quantia equivalente a cerca de R$ 62.760,75, em uma campanha virtual aberta na plataforma GoFundMe. O valor representa 86% da meta estipulada em 12 mil euros. A iniciativa surgiu após o cancelamento de uma comunidade paga com vídeos sobre sua rotina na Itália, cujo acesso individual custava R$ 50 e teve inscrições reembolsadas.
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Zambelli recorreu ao novo endereço digital para possibilitar doações anônimas. Na descrição da página, ela explicou a escolha pelo receio de bloqueios judiciais promovidos por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por reter suas contas bancárias antes do período de dez meses em que ela esteve detida.
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Em vídeo aos seguidores, ela relatou que não consegue abrir conta bancária nem obter emprego na Itália, afirmando que não tem medo de trabalhar e que já limpou banheiros. A ex-parlamentar também comunicou a preparação de uma obra: "também estou escrevendo um livro sobre tudo o que aconteceu e contar nele, assuntos que vocês não sabem que aconteceu."
Prisão e processos na Itália
Zambelli reside em território italiano desde junho de 2025, época em que deixou o Brasil. Por constar na lista vermelha da Interpol, agentes prenderam a ex-parlamentar em um apartamento no fim de julho de 2025, transferindo-a para o presídio feminino de Rebibbia, situado no Norte de Roma.
Com cidadania italiana, Zambelli permaneceu detida durante meses na capital do país europeu. A liberação aconteceu em maio, momento em que a Suprema Corte da Itália anulou decisões tomadas por instâncias judiciais inferiores locais.
Condenações no STF
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pena de 10 anos de prisão por falsidade ideológica e invasão do sistema de informática do Conselho Nacional de Justiça (CNJ): o governo italiano rejeitou o pedido de extradição feito pelo Brasil porque Alexandre de Moraes atuou como "juiz e vítima" no processo sobre o mandado falso expedido com Walter Delgatti Neto.
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pena de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal: a punição envolve a perseguição armada contra o jornalista Luan Araújo no Bairro dos Jardins, em São Paulo, na véspera do segundo turno da eleição de 2022.