ELEIÇÕES 2026

Alcolumbre: "A urna que elegeu no 1º turno é atacada no 2º"

Presidente do Senado critica questionamentos do bolsonarismo ao sistema eleitoral após derrota de Flávio Bolsonaro para Lula

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), rebateu, nessa quarta-feira (4/11), os ataques de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) às urnas eletrônicas após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. O senador criticou o fato de o sistema eleitoral não ter sido questionado no primeiro turno, quando o PL elegeu uma grande bancada no Congresso Nacional e Flávio recebeu mais votos que o petista na disputa presidencial.

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“No primeiro turno, a urna eletrônica prestou. No primeiro turno, essa mesma urna eletrônica, que tem 30 anos, serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição [Flávio Bolsonaro]. Essa mesma urna eletrônica serviu para eleger 20 e tantos senadores”, afirmou Alcolumbre, durante discurso no plenário do Senado.

O parlamentar também lembrou que o resultado do primeiro turno foi comemorado pelos aliados de Flávio, que terminou a etapa inicial da disputa presidencial com uma vantagem superior a 2 milhões de votos sobre Lula. “Ela serviu para comemorar, no primeiro turno, uma eleição vitoriosa do adversário ao presidente Lula, que ganhou por mais de 2 milhões de votos no primeiro turno”, acrescentou.

Alcolumbre ironizou a mudança de posicionamento dos aliados do candidato derrotado, que passaram a questionar a confiabilidade das urnas após a divulgação do resultado do segundo turno. “Quando abriu no segundo turno, não prestou mais a urna. O resultado valeu para o primeiro turno? Eu não achei um para dizer que estava errada desde o primeiro turno. Eu queria encontrar um pra dizer que só deu errado no segundo turno. Não! Ninguém fala mais nada”, declarou.

Sem citar nomes, o presidente do Senado também criticou a postura de políticos que, segundo ele, conquistaram mandatos por meio de ataques a adversários e instituições, sem apresentar propostas para os estados que pretendiam representar. O senador mencionou, ainda, as críticas dirigidas a ele por não pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação de Alcolumbre, os ataques à sua atuação à frente do Senado foram utilizados como estratégia eleitoral por candidatos que acabaram eleitos.

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“E o pior de tudo isso: infelizmente, para a minha tristeza e de milhões de pessoas, ganharam as eleições. Com base em alguma agenda específica, fosse ela contra o Judiciário, contra o Executivo, contra o presidente do Senado Federal, porque dava voto na eleição um parlamentar ofender presidente do Senado que não abre impeachment de ministro do STF”, afirmou.

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