Câmara de SP livra Ricardo Nunes de impeachment por falta de ônibus no 2º turno
Comissão especial rejeita denúncia sobre circulação reduzida de ônibus na eleição; relatório aponta falta de provas e encerra caso na capital paulista
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A Câmara Municipal de São Paulo arquivou nesta terça-feira (3/11) o pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A solicitação acusava o chefe do Executivo de descumprir determinação da Justiça Eleitoral para disponibilizar 100% da frota de ônibus da capital no segundo turno da eleição presidencial.
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O parecer contrário à abertura do processo, elaborado pelo vereador Major Palumbo (PP), recebeu cinco votos favoráveis e dois contrários na comissão especial criada para analisar a denúncia. Com o resultado, o colegiado encerrou o procedimento sem encaminhá-lo para o plenário.
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Avaliação do relator
Os vereadores Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista, todos do PSOL, protocolaram a representação. O grupo apontou infrações político-administrativas e crimes de responsabilidade sobre a oferta do transporte em 25 de outubro.
Segundo os autores, ocorreu descumprimento deliberado da ordem judicial que determinou a frota integral de dias úteis no domingo de segundo turno. Major Palumbo (PP), relator do caso, rebateu o argumento ao afirmar que a denúncia não encontra amparo para fundamentar a cassação.
O parecer registrou a ausência de elementos que comprovem redução proposital de veículos ou prejuízo ao acesso dos eleitores aos locais de votação. O relator citou que Nunes enviou carta para as concessionárias logo após a ordem judicial, orientando o cumprimento da exigência, e sustentou que "não houve 'retenção deliberada de frota'".
O vereador tratou também dos limites de atuação da comissão: "as supostas ilegalidades cometidas estão tendo sua apuração em foro próprio, a saber, a Justiça Eleitoral". Conforme o texto, a competência para julgar o episódio não pertence ao Legislativo paulistano.
Manifestações críticas
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) criticou, em suas redes sociais, a condução dos trabalhos no parlamento municipal: "Por decisão dos aliados de Ricardo Nunes, a leitura do pedido de impeachment do prefeito feito pela @AmandaaPaschoal foi retirada do Plenário, onde o povo paulistano pode participar, e está sendo feita assim, numa salinha reservada."
???? VERGONHOSO!
— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) November 3, 2026
Por decisão dos aliados de Ricardo Nunes, a leitura do pedido de impeachment do prefeito feito pela @AmandaaPaschoal foi retirada do Plenário, onde o povo paulistano pode participar, e está sendo feita assim, numa salinha reservada.
O pedido de impeachment do prefeito da maior cidade do país, que tirou os ônibus da cidade de circulação para impedir as pessoas de votarem, está sendo lido no sigilo.
Usuários também subiram no X a hashtag #ImpeachmentRicardoNunes, que vem sendo utilizadas pelos internautas para demonstrar descontentamento com a situação.
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima