Campos comenta pedido de cassação e diz que Minas precisa voltar a dialogar
Prefeito de Recife disse que pedido de cassação de seu mandato foi arquivado por ampla maioria e defendeu que o estado retome seu papel na construção do Brasil
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O presidente do PSB nacional e prefeito de Recife, João Campos (PSB), disse considerar natural o pedido de impeachment contra ele pela Câmara Municipal da capital pernambucana. Apresentada pelo vereador Eduardo Moura (Novo), a abertura de um processo de cassação foi rejeitado nesta terça-feira por 25 votos contrários, nove a favor e uma abstenção. O pedido alegava que o prefeito havia cometido infração ao nomear um candidato para o cargo de procurador judicial que, inicialmente, havia ficado na 63ª posição no certame, realizado em 2022. O candidato solicitou reclassificação para vagas afirmativas, após receber laudo comprobatório de transtorno do espectro autista.
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"Houve um movimento político, e embates políticos acontecem, e completamente esvaziado e que por decisão própria da Câmara de Vereadores arquivado por por amplíssima maioria", afirmou Campos, que esteve nesta terça em Belo Horizonte para reunião com correligionárias e também para um encontro com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Martins Leite (MDB), cortejado pelo PSB. Antes da votação, foi realizado um protesto na porta da Câmara a favor da cassação de Campos. O prefeito disse que também considera normal esse tipo de manifestação e que ela faz parte da democracia.
"Protestos são naturais, tem quem defende, quem é contra em qualquer processo democrático. É, como eu digo, ninguém é obrigado a agradar todo mundo ou querer ter o o apoio de todo mundo. Então, é natural que quem gosta do seu trabalho lhe apoie, quem não gosta pode criticar", afirmou. De acordo com ele, importante é que haja sempre respeito. "A divergência é boa, ela acrescenta, soma. O que não agrega é a violência política. Infelizmente, a gente tem visto Brasil afora, né", questionou Campos.
Em uma referência indireta a ataques do governador Romeu Zema (Novo), que têm feito ataques constantes em suas redes sociais Campos disse que a divergência acrescenta e não diminuiu o adversário. "Muitos casos de violência política, de agressão, de ódio. Trago aqui uma mensagem que lembro de Dom Hélder, que foi uma grande referência política e religiosa lá do meu estado, que dizia que quando você pensa diferente de mim, você não me diminui, você me acrescenta. E a política precisa voltar a ter essa capacidade, inclusive Minas Gerais", afirmou Campos.
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De acordo com ele, Minas sempre foi conhecida pela construção e não a "desconstrução do Brasil". "Minas é um estado que faz parte da construção brasileira, sempre buscando a construção do Brasil e não a desconstrução, com vários grandes nomes apresentados ao longo do tempo. Então, a política precisa aprender como Minas sempre fez política e como o jeito mineiro. O Brasil conhece o povo mineiro por um jeito acolhedor, por um por um jeito que sabe agregar. E eu acredito que isso tá faltando na política em muitos locais".