Gilmar critica Kassio e diz que eleição "ocorreu dentro das regras" graças ao colegiado do TSE
Ministro do STF ressalta que o colegiado garantiu a democracia e defende que comando do tribunal deve atuar com firmeza e total imparcialidade
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes usou a rede social X para publicar uma indireta ao colega de Corte, o ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Gilmar afirmou que se espera uma postura de "árbitro" do presidente do TSE e ressaltou que foi o colegiado garantiu eleições dentro das regras.
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Ao abordar a condução do processo, Gilmar escreveu: "foi o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral que assegurou que a disputa transcorresse dentro das regras do jogo democrático. (...) De quem está na condução do órgão que organiza o pleito espera-se a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe".
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O ministro ainda afirmou que "na condução de órgãos de elevada importância, um aspecto precisa ficar claro: silêncios e hesitações não são neutros".
Gilmar complementou sobre o impacto dessas posturas: "podem abrir espaço para decisões contraditórias, levar outras instâncias a suprir, pelas vias próprias, o que poderia ter sido resolvido desde a origem e servir de pretexto a quem insiste em atacar um sistema eleitoral íntegro e confiável. Desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel. A solidez do processo eleitoral, contudo, não pode depender apenas da força do colegiado".
Críticas internas e episódios na votação
A postura de Nunes Marques no comando do TSE recebeu críticas de integrantes das duas Cortes. Entre os episódios citados está a tentativa de derrubar o canal de WhatsApp "Exército de Lula", que alcançou mais de 10 milhões de seguidores.
O corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva suspendeu preliminarmente a ordem de Nunes Marques. Em seguida, o ministro Floriano de Azevedo Marques decidiu que o canal não poderia sofrer suspensão por decisão administrativa.
Houve também queixas pela falta de posicionamento diante de relatos sobre ausência de ônibus em cidades do Nordeste, reduto eleitoral de Lula. Esse cenário levou o ministro Cristiano Zanin, do STF, a determinar a extensão da votação em todo o país por mais duas horas.
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A decisão ocorreu quando urnas em alguns locais já tinham sido lacradas. No fim, apenas 35 mil votos foram registrados após às 17h, ação que serviu para fomentar críticas e teorias de fraude eleitoral pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, e seus aliados.