O senador Flávio Bolsonaro (PL) entrou nos Estados Unidos utilizando passaporte diplomático brasileiro cancelado pela Polícia Federal (PF), por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A determinação judicial ocorreu um dia antes da entrada em solo americano.
As informações foram divulgadas pelo jornal "O Globo", que consultou o sistema da U.S. Customs and Border Protection (CBP), órgão americano encarregado do controle de fronteiras e imigração. A consulta identificou a entrada vinculada ao número de documento DC003744, atribuído ao senador.
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Emitido em fevereiro de 2023, o documento diplomático possuía validade prevista até julho de 2027. Moraes determinou o cancelamento dos passaportes comum e diplomático de Flávio Bolsonaro na terça-feira (27), após o parlamentar não entregar os documentos no prazo estipulado pela Justiça.
Apresentação de passaporte italiano
Os registros migratórios também indicam o uso de passaporte italiano para ingressar nos Estados Unidos. O sistema do país permite a apresentação de múltiplos passaportes, abrangendo documentos comuns, diplomáticos ou de outra nacionalidade. No caso do senador, os dois passaportes apresentam registros idênticos de entrada e saída, de forma unificada.
A chegada a Miami ocorreu na manhã de quarta-feira, em aeronave privada, após o cancelamento das autorizações brasileiras pelo STF.
Deslocamento terrestre e rota aérea
Antes do trajeto aos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro cruzou a fronteira e entrou na Argentina com passaporte italiano, conforme apontaram autoridades locais. A travessia ocorreu pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que conecta Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província de Misiones.
A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que o parlamentar estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e de duas filhas. Os familiares apresentaram identificações brasileiras, e uma das meninas utilizou carteira de identidade.
O grupo seguiu viagem em voo privado operado pela empresa Baires Fly S.A., com destino informado para Guayaquil, no Equador.
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*Estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria
