Flávio Bolsonaro está em voo para os EUA e vai usar passaporte italiano para entrar no país
Senador e candidato derrotado à Presidência da República deve pedir asilo ao governo Trump. Moraes havia determinado a entrega dos passaportes
compartilhe
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está em um voo com destino aos Estados Unidos, segundo fontes da Polícia Federal (PF) ouvidas pelo jornal “Correio Braziliense”. Ele pretende entrar no país com um passaporte italiano. A situação será comunicada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidirá sobre o caso.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
A saída foi confirmada por uma apuração rápida da PF. Segundo fontes diplomáticas ouvidas pelo jornal, o senador obteve a cidadania italiana em 2023. Os irmãos dele, Eduardo e Carlos Bolsonaro, também tiveram a cidadania reconhecida.
Leia Mais
Ainda segundo a reportagem, ao chegar aos Estados Unidos, Flávio apresentará o passaporte italiano, que deveria ter sido entregue à PF por determinação de Moraes. O senador alegaria ser perseguido político no Brasil e pediria asilo ao governo de Donald Trump. O jornal informa que a PF suspeita que autoridades norte-americanas tenham participado do plano de saída do país.
Possível prisão
Flávio é investigado em dois inquéritos no STF. Até agora, não havia pedido de prisão contra ele, apenas a ordem de entrega dos passaportes. Segundo o “Correio Braziliense”, pessoas próximas a Moraes avaliam que, diante da situação, o ministro pode decretar a prisão do senador e pedir a inclusão do nome dele na lista de difusão vermelha da Interpol.
Versão negada pela manhã
A possível saída de Flávio havia sido noticiada na madrugada desta terça-feira (27) pelo site argentino Infobae. Segundo o site, o senador teria cruzado a fronteira com a Argentina usando a carteira de identidade e embarcaria em um jatinho em Puerto Iguazú, na província de Misiones, rumo aos Estados Unidos.
Pela manhã, o coordenador-geral da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), chegou a negar a informação.
Ordem de Moraes
Na noite de domingo (25), dia do segundo turno, Moraes deu prazo de 24 horas para que Flávio entregasse os passaportes. A medida foi tomada no inquérito que apura suposta lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz, amigo próximo dele. Flávio também é investigado por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro ligada ao financiamento de “Dark Horse”, filme biográfico sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador nega irregularidades nos dois casos.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Em vídeo publicado na segunda-feira (26), Flávio classificou a decisão como uma tentativa de intimidação e disse que entregaria os documentos. Ele foi derrotado por Lula (PT), reeleito com 51,79% dos votos válidos.