O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno da eleição presidencial no domingo (25/10), teria saído do Brasil e seguiria para os Estados Unidos a partir da Argentina, em um voo privado. A informação foi publicada na madrugada desta terça-feira (27/10) pelo site argentino Infobae.
Segundo o Infobae, o senador teria cruzado a fronteira para a província de Misiones usando a carteira de identidade. A decolagem de Puerto Iguazú, cidade vizinha a Foz do Iguaçu (PR), estava prevista para as 2h desta terça, no horário local.
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Coordenador-geral da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), negou a saída. “Não saiu”, afirmou à coluna do jornalista Igor Gadelha, no site Metrópoles.
A informação foi revelada horas após Flávio Bolsonaro ter informado que recebeu ordem judicial para entregar seus passaportes e que está proibido de deixar o país.
Voo privado para os EUA
De acordo com o site argentino, o embarque seria em um Gulfstream G400, prefixo LV-JQW, da empresa Baires Fly S.A. A companhia teria solicitado os trâmites de alfândega e migração para quatro passageiros e três tripulantes. O Infobae não informa quem seriam os passageiros.
A aeronave, fabricada em 2004 pela Gulfstream Aerospace, está registrada na Argentina desde 25 de setembro de 2020 em nome da Baires Fly. Antes, operou com matrículas dos Estados Unidos e do México. O jato tem 14 assentos, dois motores Rolls-Royce Tay e autonomia estimada entre 7 mil e 7,8 mil quilômetros. Conforme dados do FlightRadar citados pelo Infobae, o avião chegou a Puerto Iguazú vindo de Buenos Aires.
Apreensão de passaporte
Na segunda-feira (26/10), Flávio disse que agentes da Polícia Federal o abordaram quando ele saía da casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, para comunicar uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Me mandaram ali mesmo, na rua, entregar meus passaportes, e ainda estou proibido de sair do país”, declarou o senador em vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo Flávio, a decisão foi tomada na noite de domingo, depois da derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele não especificou a qual investigação a medida está vinculada. A restrição estaria relacionada ao inquérito que apura suposta lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz, que também aparece em investigações sobre movimentações financeiras no setor de apostas.
No vídeo, o senador reagiu a declarações atribuídas ao irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos, sobre a possibilidade de Flávio deixar o Brasil caso perdesse a eleição. “Eu nunca disse isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte?”, questionou.
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“Vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, afirmou.
