Durante o segundo turno das eleições, no domingo (25/10), as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ampliar o horário de votação. Os pedidos relataram dificuldades dos eleitores para chegar às seções em diferentes estados.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o território nacional. A decisão saiu pouco depois das 17h, quando parte dos locais de votação já havia encerrado as atividades. A ordem não contemplou seções que já tinham sido fechadas ou entregues à Justiça Eleitoral.

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Cronologia da prorrogação

  • Por volta das 13h: a campanha do PT protocola o primeiro pedido de extensão e cita a falta de ônibus em municípios da Bahia.

  • 15h42: a campanha petista muda a solicitação e pede a ampliação do horário para todos os estados do país.

  • 15h27: a equipe de Flávio Bolsonaro protocola pedido relatando chuvas, alagamentos, interdições e falta de energia em 19 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, solicitando também que a divulgação dos resultados presidenciais começasse apenas após o término nesses locais.

  • Por volta das 16h: a campanha petista aciona formalmente o STF e requer a extensão em todo o território nacional. O ministro Cristiano Zanin é sorteado relator do processo.

  • 17h: grande parte das urnas fecha e o TSE inicia a contagem dos votos.

  • Pouco depois das 17h: é divulgada a decisão de Zanin ampliando o prazo até as 19h, cabendo ao tribunal eleitoral cumprir a medida.

  • 17h06: o TSE interrompe a contagem e a divulgação dos votos, com 0,25% das urnas apuradas. O tribunal comunicou a suspensão da contagem e da divulgação pouco tempo depois.

  • 17h49: o tribunal avisa as seções eleitorais sobre a prorrogação para as urnas que ainda não tinham sido fechadas.

  • 19h: encerra-se pela segunda vez a votação nacional e a apuração dos votos recomeça.

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Resultado da eleição

Às 23h38, com 100% das urnas apuradas no sistema do TSE, Lula obteve 51,79% dos votos válidos e conquistou o quarto mandato à frente do Executivo. Flávio Bolsonaro registrou 48,21% dos votos. Durante celebração no domingo (25/10), Lula afirmou que a vitória sobre o senador representou a derrota do “negacionismo” e da “mentira”.

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