A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial gerou posicionamentos divididos na política dos Estados Unidos. Enquanto parlamentares democratas celebraram o resultado e um senador estadual republicano contestou a votação, o presidente Donald Trump manteve silêncio.

Até a manhã desta segunda-feira (26/10), Trump não havia parabenizado Lula. Durante a campanha brasileira, o republicano declarou que acompanhava a disputa "muito de perto" e, ao ser questionado sobre quem apoiava, respondeu: "estamos observando".

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Apoio no Partido Democrata

Integrantes do Partido Democrata comemoraram a reeleição de Lula. O deputado Joaquín Castro, representante do Texas na Câmara dos Representantes, parabenizou o petista e os eleitores brasileiros por exercerem a democracia. O parlamentar ganhou projeção no Brasil em 2023, quando defendeu a saída ou extradição de Jair Bolsonaro após os atos de 8 de janeiro em Brasília.

Castro ressaltou a intenção de manter o diálogo bilateral em postagem nas redes: "Parabéns ao presidente @LulaOficial pela sua reeleição, e ao povo do Brasil por exercerem seu direito de participar da democracia. Estou ansioso para continuar a construir a parceria entre os Estados Unidos e o Brasil."

O senador por Vermont, Bernie Sanders, também celebrou a vitória. Referência da ala progressista americana, Sanders se reuniu com Lula em Nova York, em setembro, além de ter defendido o processo eleitoral brasileiro antes do pleito.

Em manifestação virtual, o senador registrou: "Parabéns a Lula pela sua extraordinária vitória na reeleição nas eleições presidenciais brasileiras. Lula defendeu os trabalhadores brasileiros e a democracia, e continuará a fazê-lo nos próximos quatro anos."

Contestação republicana

No Partido Republicano, o senador estadual de Oklahoma Shane Jett contestou a vitória de Lula e declarou apoio a Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno. Jett exerce mandato no 17º distrito do Senado local desde 2020 e não atua no Senado federal, em Washington.

Casado com uma brasileira e com passagem por Belo Horizonte, o parlamentar estadual publica críticas frequentes sobre a política do Brasil e expressa alinhamento ao bolsonarismo. Em sua manifestação, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) e associou o país ao modelo venezuelano.

Na rede social, Jett afirmou: "Eleição Roubada!!! Interferência descarada do Supremo Tribunal Federal do Brasil @STF_oficial compromete qualquer alegação de que a vitória apertada de @Lula no segundo turno foi livre e justa aos olhos da comunidade internacional. Lula e o Tribunal estão demonstrando ao mundo que o Brasil está se movendo em direção ao modelo de Nicolás Maduro. @FlavioBolsonaro é o Presidente legítimo do Brasil. @realDonaldTrump."

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O posicionamento de Jett representa sua opinião pessoal e partidária, sem ligação com a conduta oficial da Casa Branca. Trump não endossou os questionamentos do senador estadual nem emitiu reconhecimento público sobre o resultado eleitoral.

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