O senador Flávio Bolsonaro (PL) acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "enrolar o povo brasileiro" com as iniciativas de renegociação de dívidas do governo federal. Durante o último debate presidencial do segundo turno, realizado pela TV Globo nesta sexta-feira (23/10), o candidato criticou os juros, os gastos públicos e o endividamento das famílias. Em resposta, prometeu criar um programa de crédito voltado ao empreendedorismo nas periferias.
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"Você enrolou o povo brasileiro uma vez, você enrolou o povo brasileiro com um segundo desenrola, você está enrolando o povo brasileiro de novo, com um terceiro desenrola", afirmou Flávio. O senador também declarou que mais de 80 milhões de brasileiros estão com contas atrasadas e atribuiu a situação aos juros e às despesas do governo, sem apresentar, durante a fala, dados que comprovassem essa relação.
Para ilustrar o que considera uma piora no poder de compra da população, Flávio disse que os brasileiros passaram a parcelar não apenas eletrodomésticos, mas também alimentos. "O brasileiro antes parcelava um fogão, parcelava um micro-ondas, parcelava a geladeira, agora parcela o que tem dentro da geladeira", declarou.
O candidato também criticou as condições de financiamento imobiliário e afirmou queixas de clientes da Caixa Econômica Federal sobre a demora na redução do saldo devedor de contratos. Segundo ele, os juros elevados dificultam a quitação das dívidas.
Como alternativa, Flávio prometeu transformar a Caixa em um "Banco da Prosperidade", com financiamentos a juros baixos para pequenos empreendedores, especialmente moradores de favelas e periferias. A proposta, segundo o senador, inclui orientações para a formalização de negócios e a abertura de empresas.
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"Vai ser o Itaú das favelas, é o Bradesco da periferia", afirmou, ao defender que o banco público amplie o acesso ao crédito para pessoas que, segundo ele, não são atendidas adequadamente pelas instituições financeiras tradicionais.
