O candidato do Missão no primeiro turno da disputa presidencial, Renan Santos, decidiu não declarar apoio oficial a nenhum dos concorrentes que disputam o segundo turno: o candidato Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro (PL).

Renan transmitiu um aviso aos seus apoiadores e declarou que os eleitores dele dispostos a escolher Flávio Bolsonaro vão "pagar mico" e estão "perdendo o seu tempo".

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Atrito com a campanha de Flávio Bolsonaro

O posicionamento de Renan Santos ocorreu depois que o ex-coach Pablo Marçal, assessor de Flávio Bolsonaro, afirmou que o líder do Missão tem "perfil de Hitler". Marçal também chamou os eleitores de Renan de "esquisitos".

Em resposta aos ataques, o ex-presidenciável rebateu as declarações e se dirigiu aos integrantes da sua base eleitoral.

"Então, se você é um eleitor meu, entenda. Eles (a campanha de Flávio) chamaram você de esquisitão. Você é um esquisitão e eu sou um nazista. Isso aqui eu já falei pra vocês: votem quem vocês quiserem. Façam o que vocês quiserem nessas eleições. Mas se você é eleitor meu e está disposto a pagar esse mico, achando que você tá salvando o Brasil, eu já falei, você tá perdendo o teu tempo", afirmou Renan Santos.

O dirigente avalia que a equipe de Flávio Bolsonaro acredita que já venceu a eleição nacional. Diante dessa postura, o grupo político do candidato do PL não demonstra interesse nos votos dos apoiadores do Missão.

Em declarações recentes, o presidente do Missão anunciou que vai anular o voto ou não irá votar.

Cenário entre candidaturas do primeiro turno

Renan Santos foi o único postulante que alcançou a casa de um milhão de votos no primeiro turno a não declarar apoio a nenhum candidato na etapa final.

Os outros dois concorrentes que atingiram a marca de um milhão de votos definiram seus posicionamentos no segundo turno:

*Estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria

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