O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) impôs nesta quarta-feira (21/10) condições ao presidente Lula (PT), de quem é adversário na disputa do segundo turno, para aceitar o desafio de quebrar o próprio sigilo bancário e telefônico.

Após se esquivar da proposta, Flávio anunciou durante um evento em Guarulhos (SP) que vai topar a liberação se o petista também abrir as informações do seu ex-chefe de gabinete Marcola, apelido de Marco Aurélio Santana Ribeiro, que teve relações expostas com a lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal. Também pediu a quebra de sigilo do Instituto Lula e do cartão corporativo da Presidência.

O candidato do PL imitou o rival para ironizá-lo sobre a proposta, feita no debate da TV Band no último domingo (18). Então, disse: “Eu não só vou aceitar o desafio como eu vou levar até as últimas consequências”.

Flávio disse que Lula não tem celular, então o mais justo seria quebrar o sigilo de Marcola. Também acusou o presidente de ocultar patrimônio e citou a expressão “por fora”, de um áudio atribuído a Daniel Vorcaro delatando suposta propina ao petista. A defesa do ex-banqueiro nega que isso tenha sido dito em um depoimento, e a veracidade da gravação não foi comprovada.

“Minha vida é um livro aberto. Meu patrimônio, gente, foi construído com muito suor, muito trabalho. Desde os 18 anos eu trabalho”, acrescentou.

O presidente Lula já entregou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento em que libera o sigilo bancário, fiscal e eletrônico dele de seus familiares nos últimos 8 anos, desde que o adversário faça o mesmo.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

“Lula, não me confunda com o seu filho. Eu sou filho do Bolsonaro, não sou um ladrão igual ao seu filho. Eu vou até o fim, Lula. Para eu abrir as minhas contas, você tem que abrir as contas da sua família, do seu Instituto Lula (...), do seu cartão corporativo com a Janja”, completou Flávio Bolsonaro.

compartilhe