O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), treinou para fazer aparições atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate na Band. Segundo o jornal “O Globo”, a preparação ocorreu com o marqueteiro Duda Lima e integrantes da campanha eleitoral para gerar imagens de confronto voltadas às redes sociais.
Durante o programa, aliados do senador distribuíram gravações desses instantes por aplicativos de mensagens e plataformas digitais. O primeiro debate presidencial ocorreu a uma semana da votação, com perguntas diretas entre os concorrentes e intervenções da bancada.
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Treinamento e atuação no estúdio
Ao longo da semana, o senador realizou simulações com controle rigoroso de tempo para calibrar perguntas e respostas. No domingo do debate, a preparação contou com o deputado federal Nikolas Ferreira e Pablo Marçal, presentes no estúdio da emissora.
Flávio circulou propositalmente atrás do petista enquanto o adversário respondia questionamentos e falava aos telespectadores. O candidato manteve a fisionomia fechada, fez sinais negativos com a cabeça e reagiu visualmente às declarações de Lula para criar cenas favoráveis ao recorte virtual.
Segundo um auxiliar da campanha, o posicionamento no palco serviu para desviar a atenção do público durante as falas do adversário. A movimentação substituiu a tática do primeiro turno, quando a equipe pretendia fazer perguntas para um púlpito vazio diante da ausência de Lula.
A estratégia também remete à eleição presidencial norte-americana de 2016. Na ocasião, Donald Trump também se posicionava atrás de Hillary Clinton durante um debate.
Pontos de tensão e temas debatidos
A estratégia de gestos apareceu com destaque durante a discussão sobre saúde pública. Flávio anunciou o convite a Claudio Lottenberg para assumir o Ministério da Saúde em eventual governo e defendeu para o Sistema Único de Saúde (SUS) o padrão do Hospital Albert Einstein.
Lula insinuou que a proposta representava privatizar o SUS. Mesmo após concluir a própria fala, o senador permaneceu posicionado atrás do petista e gesticulou com o dedo indicador para sinalizar discordância.
A equipe do parlamentar também identificou potencial de repercussão na declaração em que Lula chamou os cariocas de "malandros". Gravações com o trecho circularam minutos depois na tentativa de diminuir a busca de votos do petista no estado.
O confronto direto envolveu temas centrais da disputa:
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perguntas de Lula sobre pedido de recursos feito por Flávio a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar filme sobre Jair Bolsonaro;
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acusações exploradas por Flávio sobre investigações no INSS envolvendo Fábio Luís Lula da Silva e a empresária Roberta Luchsinger;
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menções a líderes internacionais como Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Javier Milei, presidente da Argentina.
