Por ANA POMPEU

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alterou o endereço de 2.033 seções eleitorais no país para o segundo turno das eleições deste ano, em 25 de outubro, de acordo com dados atualizados neste domingo (18/10). O número representa 0,39% do total, afetando 592 mil eleitores.

De acordo com a Corte, as mudanças ocorreram em algumas regiões afetadas por chuvas, por exemplo. Alguns prédios sofreram impacto de eventos climáticos ou precisam de reformas.

Neste domingo, a coligação do presidente Lula (PT) fez um pedido de providências à Corte para assegurar divulgação ampla das mudanças, bem como medidas de locomoção de eleitores, sobretudo diante da abstenção de 21,08% do eleitorado no primeiro turno.

"É fato que são diversos os fatores que levam a este alto índice de não comparecimento às urnas, contudo, chamou a atenção o grande número de eleitores que não conseguiram votar devido a mudança dos locais de votação", dizem os advogados.

A Justiça Eleitoral destacou que as alterações não são decididas de forma centralizada pelo TSE. A responsabilidade é de cada zona eleitoral de acordo com a infraestrutura disponível. "O TSE esclarece ainda que a transferência de um local de votação para outro prédio não significa redução de seções ou prejuízo aos eleitores", disse em nota.

Ainda conforme informações do TSE, o eleitorado brasileiro votou em 499.248 seções eleitorais no primeiro turno, número mantido para o segundo turno. Para saber se houve mudança no local de votação, basta acessar o Autoatendimento Eleitoral, no portal do TSE. A consulta também pode ser feita pelo aplicativo e-Título (iOS e Android).

As seções eleitorais são as unidades em que os eleitores são organizados para votar nas eleições. Cada seção tem uma urna eletrônica e uma lista de eleitores habilitados.

Para o primeiro turno, as condições climáticas também entram no radar da operação. A previsão de chuvas no Sul e o cenário de estiagem no Norte foram acompanhados por uma equipe específica. Em 4 de outubro, o tribunal organizou uma sala de situação voltada ao clima, para monitorar os impactos das condições meteorológicas sobre a votação e a logística eleitoral.

Em situações de impedimento de trânsito de pessoas por enchentes ou seca, as Forças Armadas e estruturas dos tribunais locais poderiam atuar. Os Tribunais da Justiça do Trabalho estão em cooperação com o TSE por terem mais varas espalhadas pelo país.

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