A campanha do presidente Lula (PT) apresentou uma nova petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quarta-feira (14/10). O documento acusa a Meta, empresa de tecnologia americana dona do Facebook e do Instagram, de interferir no cenário eleitoral para beneficiar o senador e candidat à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).
A equipe jurídica do petista reuniu registros indicando que a inteligência artificial da plataforma se recusa a produzir material de campanha para o presidente. O sistema, contudo, atende a comandos similares voltados ao senador.
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A manifestação enviada à Justiça Eleitoral afirma: "Sim, o algoritmo da Meta é enviesado, pratica seletividade algorítmica e permite que Flávio Bolsonaro e seus apoiadores produzam, em massa, conteúdos eleitorais ilícitos e de fácil replicação".
Contestação da empresa
A Meta rebateu as acusações em outra reclamação da campanha petista ao TSE. Nessa segunda-feira (12/10), a companhia alegou a ausência de evidências técnicas para a queixa e informou: "a integridade do processo eleitoral é prioridade".
Procurada pelo jornal "Folha de S.Paulo", a assessoria da empresa comunicou o veto temporário à "recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles" pelas regras eleitorais brasileiras. A equipe acrescentou: "tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens."
Visualizações e pedidos ao TSE
A campanha de Lula também questionou o desempenho digital do deputado federal Nikolas Ferreira (PL). O texto pontua que os vídeos do parlamentar registram média de visualizações comparável à da influenciadora Kylie Jenner, que possui cerca de 300 milhões de seguidores a mais do que o político.
A coligação solicita ao tribunal a adoção de medidas imediatas:
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cessação imediata da restrição aplicada aos conteúdos da campanha governista;
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derrubada dos perfis catalogados pela equipe como inautênticos;
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recomposição em dobro de todo o alcance perdido nas plataformas.
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Em nota distribuída pela assessoria do PT, os advogados Evelyn Santos e Gean Ferreira sustentam que a distribuição de publicações opera de forma seletiva. A defesa conclui: "o que se pede é que a disputa eleitoral ocorra com igualdade de oportunidades também no meio digital, que é fundamental para qualquer campanha."
