Ministro da Fazenda sobre promessa de Flávio: "Impossível"
Durigan declarou que proposta feita em debate prejudicaria endividados e travaria crédito
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O ministro da Fazenda do governo Lula, Dario Durigan, declarou como "impossível" uma proposta feita pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), durante o debate da Band, no último domingo (18/10). Segundo o advogado, a promessa de "congelar" as dívidas feita pelo bolsonarista, travaria o crédito e prejudicaria os endividados.
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Em um vídeo, publicado nas redes sociais, Durigan se refere à promessa de Flávio sobre a compra de dívidas e a suspensão de cobranças por seis meses à pessoas físicas e por um ano à empresas.
Para o ministro, a proposta chama atenção do eleitor, pois pode parecer boa, mas prejudicaria diretamente aqueles que precisam de crédito. O aliado de Lula chamou a medida de "calote geral na economia" e disse que é impossível que ela seja implementada.
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"Uma promessa que o candidato Flávio Bolsonaro fez no debate, me chamou atenção. Aquela promessa, que parece boa à primeira vista, parece que vai te ajudar, mas no fundo é o contrário. É algo impossível de ser implementado, que prejudicaria diretamente você, empresário, cidadã, que precisa de crédito para comprar uma geladeira, um móvel ou até a casa própria", afirma o ministro.
"O Flávio disse que as pessoas e empresas iriam deixar de pagar suas dívidas por seis meses ou um ano. Até parece legal, mas nenhum governo tem o poder de implementar um 'calote geral na economia' que, na prática, travaria todos os sistemas de crédito", completa.
Em seguida, Durigan diz que a proposta seria paga pelo próprio eleitor, que continuaria endividado com a medida, e explica porque não haveria novos créditos ou devolução de investimentos e de dinheiro depositado em bancos.
"Essa proposta, na verdade, seria paga por você. O prejuízo ficaria no seu bolso. Isso porque, se o sistema financeiro fica sem receber trilhões de reais por até um ano, não haverá recurso para esses novos créditos e, no limite, nem para devolução do dinheiro que você tem investimento e depositado em contas bancárias. E você continuaria endividado, com os juros aumentando a sua dívida" descreve Durigan.
Por fim, o ministro defende o programa "Desenrola Brasil", lançado pelo Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023. Para ele, a solução para o endividamento da população deve acontecer "sem calote e sem magia".
"A solução para o endividamento das famílias e das empresas não é por toque de mágica, nem com promessas impossíveis de serem cumpridas. A solução é um programa sustentável, como temos feito no Desenrola, em que, já na próxima etapa anunciada pelo presidente Lula, nós vamos adquirir suas dívidas com descontos acima de 90%, sem calote, sem magia, tudo com muita responsabilidade", finalizou.
*Estagiário sob a supervisão do subeditor Humberto Santos
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