ELEIÇÕES 2026

TSE dá 24h para Meta provar equilíbrio nas campanhas de Lula e Flávio

Corte eleitoral cobra transparência sobre algoritmos e ferramentas de inteligência artificial para assegurar disputa equilibrada nas redes

Publicidade
Carregando...

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipulou o prazo de 24 horas para que a Meta comprove que não limita o alcance de conteúdos políticos nem favorece as campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou do senador Flávio Bolsonaro (PL). A determinação judicial abrange o Instagram, o Facebook e o WhatsApp, exigindo esclarecimentos sobre o uso de inteligência artificial.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

A deliberação ocorreu na noite desse domingo (18/10), após as duas candidaturas acionarem a Corte Eleitoral com queixas sobre prejuízos sofridos nas redes sociais. Na semana anterior, o tribunal confirmou por unanimidade uma posição do ministro Marco Aurélio Bellizze, originada em ação movida pela equipe de Lula sobre restrição de postagens e circulação de materiais criados artificialmente.

Leia Mais

Em manifestação anterior, a empresa alegou que a checagem humana prévia exigida alteraria a rotina operacional de modo abrupto e atrasaria anúncios de todos os candidatos. A Meta sustentou que o cumprimento das ordens judiciais demandaria suspender completamente as publicações pagas sobre temas sociais, eleições ou política.

Bellizze rejeitou o argumento e exigiu a comprovação imediata das medidas estabelecidas: "as determinações nela contidas são plenamente exigíveis, e a manifestação de cumprimento não constitui via adequada para a rediscussão de seu conteúdo".

Regras aplicadas e uso de ferramentas virtuais

A determinação em vigor impõe vetos específicos às operações da companhia:

  • reduzir a distribuição de postagens políticas sem justificativa;

  • excluir publicações dos sistemas de recomendação;

  • restringir a visibilidade dos materiais nas buscas;

  • alterar métricas das páginas.

Restrições continuam autorizadas unicamente quando decorrerem de regras eleitorais, ordens judiciais ou políticas prévias aplicadas de maneira igualitária a ambas as partes.

A apuração inclui o funcionamento da Meta AI nas redes. Testes feitos em 13 de outubro pela campanha petista apontaram que o recurso negou criar figuras do presidente, mas produziu peças favoráveis a Flávio Bolsonaro. A Meta informou que a geração de imagens de políticos está temporariamente suspensa por regras eleitorais e atribuiu a diferença a uma falha pontual, já corrigida.

Bellizze avaliou que o sistema falhou, afastando indícios de intencionalidade: "ao menos em exame preliminar, verifica-se que a ferramenta de controle de prompts desenvolvida pela representada apresentou falha. Não há, contudo, elementos que permitam afirmar que essa falha tenha decorrido de critério deliberado ou que o episódio tenha se repetido de forma sistematicamente".

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

O ministro ordenou que a Meta AI passe a aplicar parâmetros idênticos aos dois candidatos, além de determinar que a plataforma informe as diretrizes de produção de conteúdo político e as correções adotadas.

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay