Estudo vê 3.370 perfis falsos de Lula e posts que pedem morte do presidente
Levantamento de empresa de monitoramento analisou 6.564 conteúdos de risco; X lidera em publicações perigosas, e Facebook concentra a maior parte das contas que se passam pelo petista
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Um levantamento identificou 3.370 perfis falsos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais. Parte deles divulga conteúdos difamatórios, notícias falsas, assédio e ameaças de violência. O estudo foi feito por uma empresa de monitoramento de redes, que pediu para não ter o nome revelado. O documento, ao qual a reportagem teve acesso, analisa 6.564 conteúdos que representam risco ao presidente e a aliados, compartilhados nas redes sociais.
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Segundo o levantamento, a maior parte dos perfis falsos está no Facebook: 1.442 contas usam imagens ou o nome de Lula para se passar pelo petista. Em seguida, aparecem o TikTok, com 796 contas, o X (384), o YouTube (308), o Instagram (232), o LinkedIn (126) e o Bluesky (48). Nas demais redes analisadas, não foram encontrados perfis falsos.
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Ainda de acordo com o estudo, o perfil falso de maior risco entre os 3.370 era o lulinha_presidente2026, no TikTok, que propagava conteúdo de ódio contra Lula. A conta já não está disponível. Segundo a pesquisa, perfis como esse ficam pouco tempo no ar, o que dificulta o rastreamento.
Entre as plataformas, o X (antigo Twitter) lidera em conteúdos perigosos, com 3.527 publicações, 122 delas de “alto risco”. Desde que foi comprada por Elon Musk, em 2022, a rede reduziu as equipes de moderação e de combate à desinformação. Também se destacam o TikTok (1.193 publicações, 32 de alto risco), o YouTube (586 publicações, 39 de alto risco) e o Instagram (407 publicações, 2 de alto risco).
Entre as postagens classificadas como de “alto risco” pelo estudo, estão previsões e afirmações sobre a morte de Lula, além de pedidos para que ele morra. Outras associam tragédias ao presidente, com títulos como “o pior aconteceu”, ou noticiam uma suposta internação do petista. Os perfis responsáveis pelas postagens acumulam milhares de interações.
Inteligência artificial
O estudo também aponta que modelos de inteligência artificial (IA) dão respostas prejudiciais à campanha do presidente. Dos 45 modelos testados, de cinco provedores diferentes, 36 deram respostas danosas.
De acordo com a pesquisa, a Anthropic, responsável pelo Claude, foi a provedora com mais modelos que deram respostas danosas, com 11. Em seguida, aparecem a OpenAI, do ChatGPT, com 10; o Google, do Gemini, com 8; a xAI, do Grok, com 4; e a Perplexity, com 3.
Entre as respostas consideradas prejudiciais estão afirmações sobre condenações e possíveis casos de corrupção que, segundo o documento, podem ser imprecisas ou enviesadas.
Além das respostas, o estudo cita imagens geradas por esses modelos, como as usadas nas capas dos vídeos contra o presidente reproduzidos acima.
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*Estagiário sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria