Ana Elisa na GloboNews: ‘Não tem como ir contra voto feminino e ser votada’
Deputada eleita defende maior presença das mulheres nos espaços de poder e destaca a importância da coerência política para a nova legislatura
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A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) criticou mulheres eleitas que defendem posições contrárias ao voto feminino, durante entrevista concedida à GloboNews, nesta quinta-feira (8/10). A fala abordou o Congresso eleito em 2026, com o aumento da presença feminina e a chegada de parlamentares conservadoras, além de tópicos sobre violência política de gênero e raça.
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A parlamentar apontou incoerência na postura de candidatas vitoriosas que rejeitam o sufrágio das mulheres: "Não tem como você ser contra o voto feminino e, ao mesmo tempo, você ser a mulher mais votada do país. Não tem como você ser contra o voto feminino e, ao mesmo tempo, você ter título de eleitor, se candidatar, colocar o seu corpo à disposição da política".
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Ana Elisa avaliou que esse posicionamento prejudica a entrada de outras cidadãs na vida pública: "Isso é uma tentativa de desestimular com que mulheres entrem na política, mas elas não. Elas entram, elas usufruem de todos os seus direitos, recebem os salários que o povo vai pagar para nós".
Ela também censurou o uso das prerrogativas do mandato: "Elas usufruem de todas as regalias, as emendas parlamentares, estão atuando politicamente, tirando o direito de mulheres que estão, de certa forma, submissas a algumas coisas do Estado".
Debate político e redes sociais
Na visão da deputada eleita, o cenário exige compreender diferentes correntes partidárias: "Eu acredito que nós precisamos também enxergar o que é realmente o conservadorismo".
"Então as pessoas que estão de fora, assistindo este circo que eles estão montando nas redes sociais e na política brasileira, se fizer meia dúzia de esforço para entender o que está acontecendo, vão entender que, de uma vez por todas, são um bando de hipócritas".
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A menção a essas posições ocorreu no contexto da eleição da deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP), de 23 anos. A parlamentar obteve 1.956.238 votos na Assembleia Legislativa de São Paulo, sendo a mais votada da disputa após se apresentar nas redes como "a maior inimiga das feministas de São Paulo". A deputada paulista integra o grupo político de Nikolas Ferreira (PL), assim como Lucas Pavanato (PL-SP).