Agora apoiador, Caiado já desferiu fortes críticas e ofensas a Flávio Bolsonaro
Com 2,6 milhões de votos, Caiado se torna peça-chave para 2026; relembre as farpas trocadas com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro
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Após receber 2.605.148 votos, o que representa 2,18% dos votos válidos para presidente nas eleições de 2026, Ronaldo Caiado (PSD) se tornou alvo de uma aproximação de Flávio Bolsonaro.
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O movimento ocorre apesar do histórico de críticas públicas feitas por Caiado ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em diversas ocasiões, o ex-candidato do PSD usou as redes sociais e entrevistas para atacar o adversário.
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Relembre as críticas
Em 23 de setembro, Caiado criticou Flávio Bolsonaro e Lula por cancelarem a participação em um debate. “Sem debate, o eleitor vota às cegas, e é exatamente isso que Lula e Flávio, os dois mais rejeitados e fujões, querem”, escreveu no X.
Para ele, os dois primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto estavam “enclausurados e com medo de encarar os escândalos de frente”.
Na mesma ocasião, Caiado questionou diretamente o adversário: “Como Flávio justificaria o caso ‘Dark horse’, as emendas para milicianos e a ligação com o dono do Banco Master? É hora de sair da toca e encarar o debate sem jogo sujo”.
O escândalo do Banco Master voltou a ser pauta no dia seguinte. “Quem tem teto de vidro não pode jogar pedra nos outros, Flávio”, publicou Caiado em 24 de setembro. O comentário se referia a uma viagem de Flávio com a família em um jatinho do dono do banco, em janeiro de 2025.
“Voar no jato do Vorcaro, receber dinheiro e jantar com quem lesou milhões de aposentados não é coincidência, é cumplicidade”, completou. Sobre o caso, o ex-governador de Goiás também afirmou: “O cerco está se fechando. Ainda dá tempo de contar a verdade e explicar o inexplicável”.
Durante a campanha, para se distanciar de Flávio Bolsonaro, Caiado o atacou no horário eleitoral e em entrevistas. “Tanto faz roubar com a mão esquerda ou a direita: quem rouba é ladrão”, afirmava o governador.
A mesma ideia foi repetida na sabatina do SBT no final de agosto. “Quem roubou com a mão esquerda ou com a direita não pode dizer, amanhã, que tem autoridade para combater o crime”, declarou na ocasião.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata