Acabou o ‘Caiadinho paz e amor’ com Flávio Bolsonaro. Entenda

Campanha do PSD aposta em maior exposição, reformula comunicação e mira filho do ex-presidente para tentar consolidar ex-governador de Goiás como principal nome da direita

Publicidade
Carregando...

Ronaldo Caiado decidiu mudar a estratégia eleitoral para tentar se descolar do grupo de candidatos que aparecem atrás nas pesquisas e alcançar dois dígitos nas intenções de voto até o início oficial da campanha, em agosto.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

O ex-governador de Goiás não era o plano A do PSD, de Gilberto Kassab. Agora, avalia que, aos 76 anos, esta provavelmente será sua última disputa presidencial e, por isso, vai para o tudo ou nada.

Na largada, apostando que a candidatura de Flávio Bolsonaro poderia não se consolidar, Caiado prometeu anistia ampla, geral e irrestrita, inclusive ao ex-presidente Jair Bolsonaro, caso fosse eleito. Acabou reconhecendo, internamente, que a declaração foi um erro. A fala passou a imagem de subserviência ao bolsonarismo e não pegou bem.

Em seguida, a campanha identificou outro grande desafio: ampliar o conhecimento do eleitor sobre o candidato. Até mesmo em Goiás havia pessoas que desconheciam que Caiado havia deixado o governo estadual para disputar a Presidência da República.

Foi preciso mexer na equipe de comunicação. No início de julho, a campanha contratou o publicitário Marcos Carvalho, que atuava com Flávio Bolsonaro, para comandar o marketing digital. Em uma semana, as menções a Caiado nas redes sociais cresceram 28%.

Paralelamente, o candidato passou a focar em Flávio Bolsonaro.

“Nosso adversário é o Flávio. Precisamos vencer primeiro a disputa dentro da direita. O Lula fica para um eventual segundo turno”, confidenciou à coluna um auxiliar da campanha.

Caiado intensificou a participação em rádios e podcasts, e deu declarações que repercutiram bastante, entre elas a comparação de Flávio a um “peru de Natal”. Será assim daqui para frente.

“Não haverá ataques pessoais, xingamentos ou denuncismo. Será uma campanha baseada em comparações e fatos. Caiado não tem rabo preso e não tem nada a perder. Já Flávio tem. Não inspira confiança. Vamos mostrar as diferenças e colocar os pingos nos is”, disse o auxiliar.

A campanha também deposita expectativa nos debates presidenciais, acreditando que Caiado poderá se destacar. O primeiro, da Band, será em 16 de agosto.

A nova postura do candidato já começou a incomodar setores do bolsonarismo e não será alterada.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

“Quem imaginou que Caiado seria uma linha auxiliar de Flávio Bolsonaro se enganou. Ele vai falar, doa a quem doer. Pode ser a última eleição dele. É a oportunidade de mostrar que não tem medo e está preparado para promover as reformas de que o país precisa”, concluiu o auxiliar da campanha.

Tópicos relacionados:

reportagem

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay