A jornalista Adriana Araújo, da Band, rebateu o presidente Lula (PT) durante uma sabatina exibida nesse domingo (27/9), no programa “Canal Livre”. Na entrevista, o petista defendeu que Nossa Senhora Aparecida continuasse como padroeira do Brasil, em referência ao boato de que, caso Flávio Bolsonaro (PL) vença as eleições, ele retiraria o título da santa.
“Esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável, não é aceitável, não dá. Já teve gente da religião evangélica que um dia chutoou Nossa Senhora Aparecida”, disse Lula.
"Mas foi uma fake news, né, presidente?", contestou a jornalista. Lula respondeu que não sabe se se tratava de uma notícia falsa sobre o adversário.
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"O dado concreto é que isso está na rede social muito forte, como já tenho a experiência de terem chutado, não é a primeira vez, a Nossa Senhora Aparecida, e dizer que ela não vai ser padroeira do Brasil, eu quero dizer o seguinte, ela vai ser padroeira do Brasil porque o povo brasileiro quer e tem fé", continuou.
Entenda a polêmica
A controvérsia começou a circular nas redes sociais em 23 de setembro. Diversos internautas afirmaram que, se Flávio foi eleito, vai retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Para isso, as publicações utilizavam uma declaração de Flávio Bolsonaro feita em agosto, em que afirmava: “quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. A declaração foi feita em um vídeo em que o presidenciável explicava a ausência no primeiro debate presidencial realizado pela TV Band.
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As postagens também citavam um projeto de lei apresentado em dezembro de 2007 pelo então deputado federal Victório Galli (PMDB-MT), que propunha alterar a Lei nº 6.802/1980 para substituir o termo "Padroeira do Brasil" por "Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos".
A informação foi desmentida por Flávio nas redes sociais em 24 de setembro. Na publicação, ele garantiu que não existe nenhuma proposta do tipo e atribuiu a autoria das postagens à “milícia do PT”.
No dia 25 de setembro, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações sobre o tema por considerá-las “notoriamente inverídicas”. A medida afetou o humorista Antonio Tabet, que havia publicado no X: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.
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Tabet recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), em um processo relatado pelo ministro Flávio Dino. O humorista pediu que uma decisão anterior de Dino, que restabeleceu um vídeo sobre Deltan Dallagnol, fosse estendida ao seu caso. O magistrado acolheu o pedido e derrubou a ordem de Mendonça, afirmando que a determinação produziu censura prévia.
