O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acabou com as bets no Brasil e essa não foi a primeira vez que ele se opôs a jogos de azar no país. Lula também assinou uma Medida Provisória (MP) que proibiu as casas de bingo e as máquinas caça-níqueis no Brasil em 2004.

Em 20 de fevereiro daquele ano, o governo federal publicou a Medida Provisória nº 168. O texto determinava o fechamento imediato e proibia a exploração de todas as modalidades de jogos de bingo e de máquinas eletrônicas do tipo em todo o território nacional.

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O escândalo que motivou a proibição

A edição da MP foi uma reação política direta para conter os efeitos do "Escândalo dos Bingos". A crise foi deflagrada após a divulgação de um vídeo no qual Waldomiro Diniz, então assessor da Casa Civil, aparecia cobrando propina do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

A negociação visava liberar e regulamentar os jogos eletrônicos no estado do Rio de Janeiro. Como consequência, a MP anulou instantaneamente todas as licenças, concessões ou autorizações de funcionamento emitidas pela Caixa Econômica Federal, estados ou municípios.

A norma também estabeleceu uma multa diária de R$ 50 mil para os estabelecimentos que descumprissem a ordem. Em defesa da categoria, a Associação Brasileira de Bingos (Abrabin) alegava que as 1.100 casas de jogos do país geravam mais de 300 mil empregos.

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Com a pressão do lobby de jogos no Congresso, a medida provisória "caiu" depois de três meses, e as casas voltaram a funcionar. Apesar de o Senado Federal ter rejeitado formalmente a MP 168, o fechamento definitivo foi consolidado nos anos seguintes por meio de decisões judiciais e ações de fiscalização policial. A exploração desses jogos continuou enquadrada como contravenção penal.

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