A pesquisa AtlasIntel/Blommberg, publicada nesta quarta-feira (23/9), revelou que 36% dos entrevistados atrelam o crescimento das bets ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista têm levantado a pauta da proibição das casas de aposta, na qual 75% do eleitorado brasileiro é favorável. O levantamento aponta ainda que 88,5% acreditam que as apostas online são prejudiciais à sociedade.

De acordo com o documento, o apoio à proibição das casas de apostas cresceu 2% desde abril deste ano, quando a pergunta foi feita a primeira vez, saindo de 73% para 75%. Os pesquisados que discordavam da reprovação às bets caíram de 21% para 17%, enquanto os que não concordam, nem discordam, cresceram de 6% para 8%

A segunda pergunta feita no recorte foi sobre o impacto social das apostas. Questionados se as bets trazem mais benefícios ou mais prejuízos à sociedade, 59,9% dos eleitores disseram que só causam prejuízos, 28,6% afirmaram que há mais danos do que benefícios. E 5,7% dos pesquisados declararam que as bets provocam benefícios e prejuízos na mesma medida, enquanto somente 0,9% alega que há mais benefícios do que prejuízos.

Quanto aos responsáveis pela disseminação das apostas online, o governo Lula é o mais apontado, com 36%, seguido pelo governo Bolsonaro, com 25,4%, e o Congresso Nacional, com 16,5%. 15% não souberam responder, enquanto somente 0,7% dos pesquisados culparam o Supremo Tribunal Federal (STF).

Perguntados sobre possíveis medidas em relação às bets, 84% dos eleitores foram favoráveis a maior pagamento de imposto por parte das casas de aposta, enquanto 10% foram contrários. 79% concordaram com a afirmação de que as plataformas de apostas deveriam ter publicidades limitadas, enquanto 14% discordaram. Além destes dados, 66% dos pesquisados concordaram que os menores de idade têm acesso às plataformas de apostas, enquanto 27% rejeitaram a afirmação.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Por fim, a última questão foi se as apostas online no Brasil poderiam ser uma forma de complemento de renda ou investimento. O resultado teve alta rejeição: 88% foram contra à afirmação, enquanto 4% concordaram. Outros 8% não concordam, nem discordam.

compartilhe