Bispos católicos da Amazônia divulgaram um vídeo com orientações para os eleitores, defendendo a soberania do Brasil e o voto em candidatos comprometidos com a democracia. A mensagem foi veiculada pelo Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que abrange Amazonas e Roraima.
Segundo os religiosos, a iniciativa é para promover o voto consciente nas eleições, como "cumprimento do papel educativo da Igreja Católica na contribuição para a formação da consciência cidadã”. A página nas redes sociais ainda afirma que “a transformação que desejamos começa com as escolhas que fazemos no agora”.
"Eleger para o legislativo e o executivo mulheres e homens dispostos a eliminar as causas estruturais das disfunções da economia mundial e corrigir os modelos de crescimento para garantir o respeito do meio ambiente. As eleições são expressão da democracia e a reafirmam. Democracia que se manifesta através do voto de cada cidadão, de cada cidadã”, defendeu.
No vídeo, o cardeal Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, reforça que os religiosos não têm partido, mas uma causa. "O Evangelho e os pobres. Vote pela democracia", declara. Ele também incentiva a participação eleitoral como um dever que garante os direitos de todos.
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Principais orientações dos bispos
Dom Samuel Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, destaca a importância da "soberania do Brasil, da nossa Amazônia e de nossas riquezas e bens", ressaltando que a democracia é um bem precioso a ser cuidado.
Os religiosos também alertam para a instrumentalização da fé no período eleitoral. "Atenção à manipulação religiosa que pede votos em nome de Deus. As igrejas não são currais eleitorais", afirma Dom Guilherme Werlang, vigário no Amazonas.
A mensagem orienta os eleitores a conhecerem o histórico dos candidatos e a não votarem naqueles com ficha suja ou histórico de corrupção e má gestão pública. Dom José Albuquerque, da Diocese de Parintins, alerta contra a compra de votos: "Voto não é mercadoria. Não venda, não troque, não negocie".
A proteção da Amazônia é outra recomendação central. Dom Zenildo Lima, bispo auxiliar de Manaus, pede votos pela preservação da região, afirmando que "nossas florestas, águas e povos não são mercadorias". Dom José Altevir da Silva, bispo de Tefé, complementa ao defender candidatos que protejam "os territórios dos povos indígenas, ribeirinhos e povos tradicionais".
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Dom Marcos Piatek, bispo de Coari, reitera que a Igreja Católica não possui partido, mas defende as causas do Evangelho. O documento também salienta a importância de acompanhar os eleitos após a votação, como parte da responsabilidade cidadã.
CNBB pede participação consciente
A posição da CNBB sobre as eleições 2026 foi apresentada em junho, por meio de uma mensagem ao povo brasileiro em que destaca a importância da participação cidadã, da defesa da democracia e da busca pelo bem comum.
A Conferência destacou, ainda, que a Igreja não apoia candidatos ou partidos.
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Em setembro, o presidente da CNBB, o cardeal Jaime Spengler, voltou a afirmar que a Igreja não atua em favor de candidaturas. A declaração ocorreu em meio às manifestações recentes de religiosos sobre o pleito.
