O candidato ao governo de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL) recebeu liberação médica para retomar a agenda da campanha eleitoral após testar positivo para COVID-19 e ser internado para tratar um quadro de pneumonia. Segundo a assessoria, nesta quarta-feira (23/9), os exames de Roscoe já deram negativo para o vírus, e ele retomará os compromissos de campanha.
“Com isso, ele retoma a agenda da campanha imediatamente e estará presente nos compromissos agendados no Vale do Rio Doce esta semana, onde estará ao lado do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro”, informou a assessoria em nota.
O comunicado faz referência à visita do bolsonarista ao estado nesta quinta-feira (24/9), com compromissos em Governador Valadares, no Leste de Minas, e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri.
Negacionismo
Na retomada da campanha, Roscoe respondeu a comentários que insinuavam seu diagnóstico à falta de vacinação. A resposta foi direcionada principalmente ao ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB), também candidato ao governo do estado, que disse: “Meu desejo é melhoras para você, mas, é bom lembrar, inclusive para alguns amigos seus, que a vacina é muito importante. Ficar brigando com vacina, não dá”.
“Fiquei muito decepcionado com o Gabriel [...] Você não fez o para casa direito. Sei que estuda para o debate, prepara cada pergunta, o comentário. Primeiro, eu acho que você não contextualizou, até tirou uma coisa de contexto”, respondeu Roscoe.
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Segundo ele, as críticas feitas na época da pandemia eram direcionadas às vacinas produzidas “sem o prazo necessário de testes em toda população”. “Não dá para ter alguma coisa absoluta e inclusive estão estudando os efeitos colaterais da vacina”, continuou Roscoe.
O empresário disse que se vacinou contra o vírus. Em seguida, o candidato afirmou que, durante a pandemia, criou e doou respiradores, levou freezers a mais de 350 pontos para que as vacinas chegassem ao interior, ajudou na produção de álcool em gel e contribuiu para a montagem de um hospital de campanha.
“E o que você fez na pandemia, Gabriel?”, rebateu o candidato do PL, ao relembrar o episódio em que o concorrente testou positivo para o coronavírus dez dias depois de sua festa de aniversário, que reuniu mais de 200 pessoas.
Segundo reportagem do UOL, na época, além de Gabriel, 13 pessoas do convívio dele estavam em quarentena, mesmo após exames terem dado negativo. A festa ocorreu em 7 de março, quando ele comemorou seu 34º aniversário em uma casa de eventos da capital mineira. Além dele, quatro familiares e oito funcionários de seu gabinete fizeram o teste.
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Na ocasião, Gabriel, que era vereador, informou que apenas seu exame havia dado positivo para o coronavírus. "O único positivo foi o meu. Não apresentava sintomas. E sigo sem apresentar sintomas. Todas as pessoas supracitadas estão isoladas. Estou em quarentena desde ontem", afirmou.
