O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou, durante entrevista concedida ao SBT, nessa segunda-feira (21/9), que não irá apoiar Flávio Bolsonaro (PL) num eventual segundo turno das eleições. O estreante no pleito chamou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro de "bandido" e disse que não quer "se misturar com essa gente".
Na declaração, Renan afirmou que "conversar com a turma de Flávio é formação de quadrilha". O cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL) disse que não "anda" com o candidato que, segundo ele, está envolvido nos piores escândalos de corrupção da história do Brasil.
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"Conversa com a turma do Flávio, é formação de quadrilha. Eu não ando com gente que está envolvido nos piores escândalos de corrupção da nossa história. Jamais cederia qualquer coisa na minha campanha pra poder participar de nada envolvendo esse sujeito", afirmou.
Em seguida às falas de que Flávio está envolvido em corrupção, o candidato do Missão citou as fotos em que o senador aparece num safári ao lado de investigados pela Polícia Federal (PF) pelo escândalo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Renan Santos diz que é "um absurdo" que as pessoas "se misturem com um bandido para se livrar de outro", fazendo alusão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Hoje saiu [sic] imagens dele participando de um safári com o Willer Thomas e com o Weverton Rocha. Ambos parte do pivô central do escândalo do INSS. E o Willer Thomas, inclusive, é sócio oculto no escritório dele. Então, não consigo misturar com essa gente. Eu acho um absurdo que no Brasil as pessoas ousem se misturar com um bandido pra poder se livrar de outro", disse o candidato.
Perguntado sobre um possível apoio a Flávio Bolsonaro num eventual segundo turno, Renan rejeita qualquer recomendação de voto. O cofundador do MBL comemorou a própria campanha e criticou um suposto pagamento feito por Lula e Flávio para que funcionários públicos participem de seus eventos.
"Isso significa [críticas a Flávio] que, no segundo turno, eu sou o Renan Santos, número 14, sempre. Eu estou mobilizando uma geração de pessoas ao redor do país, lotando eventos sem precisar pagar gente, levar funcionário público obrigado, como as campanhas do Lula e do Flávio estão fazendo nos eventos dele. E eu estou mobilizando uma juventude gigantesca que tá dizendo que a gente não acredita que a gente precisa depender de dois bandidos para poder mudar o país. Nós podemos apontar o caminho próprio. Eu estarei com o Renan, eu mesmo" finalizou.
As falas de Renan Santos sobre o "filho 01" de Bolsonaro não são uma novidade: desde o começo da campanha, o candidato do Missão já criticou as ações de Flávio diversas vezes. Exemplo dessas críticas é quando o cofundador do MBL o chamou de covarde e vagabundo, e chegou a acusá-lo de receber dinheiro de trumpistas e de rifar o futuro do Brasil, em outras oportunidades.
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*Estagiário sob a supervisão do subeditor Humberto Santos
