O presidente da República e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disparou que, se fosse pelo dinheiro que o governo investe no agronegócio, os empresários ligados ao setor “deveriam não só votar, mas se ajoelhar pra mim”, uma vez que o investimento na agricultura, hoje, é maior que nunca.
A afirmação foi feita durante agenda em Florianópolis, em Santa Catarina, neste sábado (19/9), que focou em pedidos por votos de eleitores indecisos e apoio para que a candidatura ganhe no primeiro turno das eleições.
Acompanhado do candidato a governador Gelson Merísio (PSB), Lula afirmou que a candidatura de Gelson foi escolhida para discutir com o agronegócio e “desmascarar” o atual governador Jorginho Mello (PL), que tenta a reeleição. Ele questionou o motivo pelo qual não recebe votos do setor e disse achar que é “uma questão de pele”.
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“Acho que você [Gelson] deveria fazer uma reunião com o pessoal do agronegócio aqui, você e eles, sem nenhum papel na mão, e você perguntar para eles porque eles não gostam de nós. Por que eles não votam em nós? Porque o problema contra nós acho que é uma questão de pele. É porque eu sou nordestino? Ou porque eu sou pobre? Porque, se dependesse de dinheiro do governo, eles deveriam não só votar, mas se ajoelhar pra mim”, afirmou.
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Lula argumentou que “nunca houve tanto dinheiro para a agricultura como agora” e defendeu que os três maiores investimentos de crédito para o setor foram estabelecidos durante sua gestão. Em 30 de junho, o governo lançou o Plano Safra 2026/27, com R$ 620 bilhões, sendo R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 97,3 bilhões para a agricultura familiar. No ciclo anterior, 2025/26, foram destinados R$ 516 bilhões à agricultura empresarial.
Na sequência, o candidato à reeleição citou a ampliação de mercados internacionais para produtos do agronegócio como outro argumento para defender a atuação do governo no setor. Segundo o presidente, foram abertos 34 mercados para aves e derivados e outros 25 para a carne suína.
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Ao falar sobre Santa Catarina, destacou o peso das cooperativas e da integração entre empresas e produtores rurais, além da relevância do estado na produção de suínos. “Aqui em Santa Catarina tem uma agricultura muito especial, aqui tem muitas cooperativas, aqui há uma integração entre a empresa e o produtor rural. Aqui 30% do mercado brasileiro é mercado de criadores suínos, tem muita importância para o Brasil”, afirmou.
