O candidato ao governo de Minas Alexandre Kalil (PDT) afirmou nesta quarta-feira (16/9) que não pretende declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem a Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República. Durante sabatina do Estado de Minas, em parceria com o Portal Uai e a TV Alterosa, o ex-prefeito de Belo Horizonte disse que manterá a posição inclusive em um eventual segundo turno e argumentou que o próximo governador precisará ter condições de dialogar com quem assumir o Palácio do Planalto.

“Isso aqui não é palanque. Agora, nós vamos escolher o governador. Ah, quer votar no Flávio Bolsonaro? Vota. Quer votar no Lula? Vota. Mas vamos escolher quem vai cuidar da nossa vida, do nosso município”, disparou Kalil.

Questionado se a decisão de não declarar voto seria uma estratégia diante da polarização da disputa presidencial, Kalil negou e classificou a postura como uma questão de “inteligência econômica” para Minas. Segundo ele, tomar partido na eleição nacional poderia prejudicar a futura relação do governo estadual com o próximo presidente.

“Não, é uma questão de inteligência econômica do estado. Porque, na hora que eu prejudicar algum candidato, e nós estamos com a eleição duríssima, duríssima para presidente da República, primeira coisa: eu vou precisar do presidente da República”, disse.

Kalil também relacionou a posição à necessidade de articulação de Minas com o Congresso Nacional e o governo federal para enfrentar os problemas financeiros do estado. “Eu não sou um pobre soberbo. Sem a gente, sem o Senado, sem a Câmara Federal e sem o presidente da República, nós não vamos resolver Minas Gerais”, declarou.

O pedetista defendeu que a campanha estadual seja concentrada nas atribuições do governador e citou saúde e infraestrutura entre as áreas que, segundo ele, devem orientar a escolha do eleitor. “Vamos ver quem vai aumentar o orçamento da saúde, quem vai lá em Brasília desemburacar as estradas federais, quem vai cuidar das estradas estaduais, quem sabe fazer isso, quem já fez isso. Então, é por isso que eu tenho essa postura”, disse.

Ao ser questionado se poderia declarar apoio a um dos presidenciáveis em um eventual segundo turno, Kalil descartou mudar de posição. “Mantenho. Eu vou manter. Porque aí é a mesma coisa. Não tem mudança. No segundo turno, ele é pior. E aí eu vou prejudicar mais ainda algum candidato”, declarou.

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A postura nesta eleição difere da adotada por Kalil na disputa de 2022. Naquele ano, quando também concorreu ao governo de Minas, o ex-prefeito apoiou Lula na corrida presidencial e dividiu palanque com o petista no estado.

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