BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na sessão desta terça (15/9), haver a atuação de uma espécie de "PF paralela", que teria monitorado ministros da corte.
A declaração ocorreu durante uma discussão sobre a atuação da Polícia Federal. Na ocasião, o ministro Luiz Fux disse que a corporação merece "o maior respeito" quando age dentro de suas atribuições e auxilia os Poderes de Estado, mas defendeu que eventuais investigações sejam conduzidas pelos canais institucionais e submetidas ao controle judicial.
Nesse contexto, Gilmar Mendes manifestou preocupação com uma possível atuação paralela dentro da PF e mencionou o monitoramento de integrantes do Supremo. "Nós temos hoje uma PF paralela, com monitoramento de ministros", afirmou.
Gilmar Mendes também criticou a atuação de policiais em gabinetes de ministros do Supremo.
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André Mendonça
Mendes acusou André Mendonça de proteger o também ministro Kassio Nunes Marques na investigação sobre o caso do Banco Master.
"O relacionamento de Daniel Vorcaro alcançava número expressivo de autoridades e também de parentes de autoridades", disse Gilmar sem citar nomes. "O relatório de inteligência da PF apresentado no inquérito que o caso mais chama atenção é o do ministro Nunes Marques, em relação ao qual o relator apresenta postura abertamente defensiva", destacou.
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Nunes Marques deixou a sessão desta terça (15/9) após se declarar suspeito. O ministro alegou que, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ideal seria não participar de julgamento que pode ter efeito nos rumos da eleição. No entanto, o ministro tomou a decisão após novos diálogos vazados citarem pagamentos de Vorcaro a seu filho, Kássio Marques.
