O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) disse neste sábado (12/9) que a retirada do sigilo da investigação sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro terá "impacto zero" sobre sua campanha.

Formalmente investigado por corrupção, o senador voltou a negar irregularidades no financiamento da cinebiografia "Dark horse", a respeito de seu pai, Jair Bolsonaro, e sustentou que a divulgação dos autos demonstrará que os recursos envolvidos eram privados.

A abertura do inquérito foi determinada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante comício em Cabo Frio, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, Flávio comemorou a decisão e declarou que a publicidade das informações permitirá verificar o que vem dizendo desde o início das investigações.

"Graças a Deus, o sigilo foi afastado de tudo e às claras para todo mundo ver o que eu sempre disse, que não tem absolutamente nada de errado nesse filme. Estou muito tranquilo, o impacto é zero. Está tudo aberto para quem quiser ver", ressaltou.

Flávio também argumentou que, apesar de estar sob investigação há dois meses, até agora não teria surgido nenhum elemento que o comprometesse. Para o candidato, a abertura dos autos ajudará a afastar acusações feitas durante a campanha eleitoral.

"Para minha surpresa, estou sendo investigado há dois meses e o que é que surgiu contra mim? Nada. Esse é o maior atestado de idoneidade, é disso que eu precisava. Precisava vir a público para que todos pudessem parar com essa narrativa, para que o Lula não usasse mais essa narrativa. Ele viu que não tem nada de errado", declarou.

Uma das linhas da investigação busca esclarecer a origem de R$ 134 milhões que teriam sido pedidos por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro. A Polícia Federal apura se os recursos têm origem ilícita e se parte deles foi destinada a despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Outra frente investiga a possibilidade de emendas parlamentares do deputado federal Mario Frias (PL-RJ) terem sido usadas para custear despesas relacionadas a "Dark horse".

Críticas a Lula e Moraes

Ao comentar a retirada do sigilo, Flávio também cobrou a divulgação de informações sobre as investigações relacionadas a fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em seguida, direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

"Agora estou aguardando a retirada do sigilo também do caso INSS. Quero saber quanto dinheiro foi roubado dos aposentados", comentou. O candidato ainda acusou Moraes de cometer "arbitrariedades e perseguições", sem apresentar provas durante o discurso.

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Na abertura do comício, Flávio puxou um coro contra Lula, Moraes e o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do Rio. Ao longo da fala, também voltou a associar politicamente o presidente ao ministro do Supremo e repetiu que "quem vota em Lula vota em Moraes".

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