O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “interferência política” após a Polícia Federal (PF) deflagrar, nesta quinta-feira (10/9), uma operação que investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares relacionados à produção de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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A declaração foi dada durante agenda de campanha em Boa Vista (RR), onde Flávio desembarcou nesta quinta-feira para seu primeiro ato eleitoral na região Norte do país. O candidato associou a operação à disputa pelo Palácio do Planalto. “Claramente, é uma tentativa de interferência política mais uma vez. Agora, do ministro Flávio Dino. Qual o fundamento dessa operação? Política”, criticou.
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Flávio também relacionou a ação da PF ao desempenho dele na corrida presidencial e disse acreditar que será eleito. “Eu tenho a convicção de que a gente vai ganhar essa eleição e podem ter a convicção de que o povo brasileiro não vai dar procuração pro Lula indicar quatro ministros do STF do padrão Lula”, disse.
Operação sobre ‘Dark Horse’
A Operação Make Up, autorizada por Dino, cumpre 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Entre os alvos estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP), produtor executivo e roteirista de “Dark Horse”, e Karina Gama, dona da produtora Go Up, responsável pelo filme.
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A investigação apura suspeitas de irregularidades na destinação de emendas parlamentares para organizações ligadas à produção. Segundo a PF, agentes públicos e privados são suspeitos de direcionar recursos para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços. A corporação investiga possíveis crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
