CINEBIOGRAFIA

Dark Horse: filme sobre Bolsonaro tem estreia adiada após investigação da PF

Distribuidora aguarda desfecho de inquéritos sobre o financiamento da produção para lançar o longa

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A distribuidora do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, decidiu adiar a estreia da produção nos cinemas. A Europa Filmes vai aguardar o desfecho de investigações da Polícia Federal (PF) sobre o financiamento do longa.

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Wilson Feitosa, diretor-geral da empresa, afirmou que não seria “responsável” lançar o filme enquanto houver risco de algum impedimento à sua exibição. Ele considera a espera uma medida “prudente” e informou que, por ora, não há nova previsão de estreia.

“O lançamento do filme terá que estar livre de possíveis impedimentos. Não dá para saber o desenrolar de tudo isso, mas não seria responsável fazer o lançamento deste filme com todos estes acontecimentos. Acho que deverá ser lançado quando não tiver mais possível bloqueio na exibição. Temos primeiro que aguardar o desenrolar de tudo isso. Estamos aguardando, é o prudente”, afirmou Feitosa em entrevista ao jornal O Globo.

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A decisão foi motivada por uma operação da PF que investiga suspeitas de desvio de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produtora do filme. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumpriu 49 mandados de busca e apreensão.

Entre os alvos da operação estão o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, da produtora Go Up Entertainment. A investigação apura se R$ 2 milhões em emendas destinadas por Frias em 2024 ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Gama, foram desviados para a produção.

Outras investigações

Esta é a segunda vez que o lançamento do filme é adiado. Anteriormente, a distribuidora já havia optado por esperar o fim das eleições, citando uma experiência negativa com a estreia de “Lula, o Filho do Brasil” em 2010. Agora, a nova data dependerá do fim das apurações.

O financiamento de “Dark Horse” também é alvo de outra investigação no STF, sob relatoria do ministro André Mendonça. O inquérito é um desdobramento do caso Banco Master e apura a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na captação de recursos para o projeto.

Mensagens revelaram que Flávio pediu R$ 130 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro. Uma delação premiada homologada por Mendonça confirmou a transferência de US$ 12,3 milhões para um fundo usado no financiamento do longa a pedido de Vorcaro.

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Flávio Bolsonaro não é alvo da operação autorizada por Dino, mas sua campanha demonstrou preocupação com o potencial de desgaste a três semanas do primeiro turno. A estratégia de seus auxiliares é diferenciar as duas frentes de investigação, ressaltando que a ação da PF foca no uso de emendas parlamentares.

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