Por ordem de Dino, PF deflagra operação que mira repasses para o filme ‘Dark Horse’

A operação é deflagrada em meio à crise em curso no STF, que tem como um dos elementos centrais acusações de uso de decisões para interferir na corrida presidencial

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 10, a operação Make Up, para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos para o filme “Dark Horse”, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em meio à guerra aberta no STF (Supremo Tribunal Federal) com decisões com potencial de refletir na corrida presidencial, a operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino. Entre os alvos dos 49 mandados estão o deputado Mário Frias (PL-RJ) e a produtora do filme, Karina Gama.

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A operação foi deflagrada um dia depois de o próprio Dino expedir, no mesmo inquérito, uma decisão devolvendo ao cargo o chefe da PF, Andrei Rodrigues, que havia sido afastado por ordem de André Mendonça. Um dos argumentos era exatamente o de que a decisão de Mendonça prejudicava outras investigações em curso, como essa que mira o financiamento do filme. Embora Mendonça seja o responsável pela frente que apura repasses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a cinebiografia, Dino é o relator desse outro procedimento que investiga a destinação de recursos públicos para a produção, inclusive via emendas parlamentares.

Em maio deste ano, o deputado bolsonarista Mário Frias negou ter enviado emenda para financiar o filme. O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, não é alvo da operação, mas corre risco de sofrer danos diretos em sua campanha por ser personagem central da coleta de recursos para o filme — ele aparece, por exemplo, em um áudio cobrando os repasses de Vorcaro.O presidenciável tem dito que o assunto é “página virada” e evitado dar maiores explicações.

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De acordo com a Polícia Federal, “as investigações apontam a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados”. O inquérito apura crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

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