PT vai ao STF por interferência externa nas eleições e mira cassar Flávio
Legislação brasileira permite manifestações ideológicas de líderes estrangeiros, mas proíbe terminantemente qualquer tipo de suporte operacional, serviços ou impulsionamentos publicitários financiados no exterior
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O Partido dos Trabalhadores (PT) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito pela Polícia Federal a fim de apurar uma possível atuação estrangeira em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. A manifestação foi endereçada ao ministro Flávio Dino nesta quarta-feira (23/9). O PT pediu ainda a cassação da chapa do senador.
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A legislação brasileira permite manifestações ideológicas de líderes estrangeiros, mas proíbe terminantemente qualquer tipo de suporte operacional, serviços ou impulsionamentos publicitários financiados no exterior.
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Na mira do PT ao peticionar o documento está a Rockbridge Network, rede norte-americana de articulação política que tem entre seus cofundadores J.D. Vance, vice-presidente dos Estados Unidos.
A manifestação retoma suspeitas de apoio à campanha de Flávio e pede esclarecimentos sobre a participação dos empresários Tallis Gomes, Pedro Sang e André Marinho.
Outra frente trata da oferta de documentários e cursos do Brasil Paralelo e do Estúdio Quinto Elemento na Academia da Direita, plataforma ligada ao PL e ao Instituto Álvaro Valle, fundação do partido.
Segundo o levantamento citado na manifestação, foram identificados ao menos oito documentários do Brasil Paralelo e três produções do Quinto Elemento sem registro correspondente de contratação, despesa ou pagamento nas prestações de contas examinadas.
Materiais comercializados pelos fornecedores aparecem gratuitamente na plataforma partidária. Para o PT, isso aponta para uma possível doação de bens ou serviços com valor econômico, cuja origem e forma de custeio precisam ser esclarecidas.
No caso do Quinto Elemento, o documento descreve uma cadeia societária que liga as brasileiras Patrística Brasil e Produções 5 Elemento às empresas estrangeiras Patristica Invest LLC e Zeitgeist MKM Corp. A hipótese é que as sociedades nacionais tenham intermediado recursos ou serviços pagos pelas controladoras no exterior.
O partido pede a análise dos registros contábeis e financeiros. Também questiona o uso da fundação, mantida com recursos públicos destinados à pesquisa e à educação política, na divulgação de materiais de promoção de Flávio e ataque ao presidente Lula.
Pedido de cassação da chapa de Flávio Bolsonaro
A Coligação Brasil Pronto Pra Mais também apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação de investigação judicial eleitoral contra Flávio Bolsonaro, seu candidato a vice, Alfredo Gaspar, e Eduardo Bolsonaro. A iniciativa pede apuração de abuso de poder econômico e político e uso indevido dos meios de comunicação relacionados à interferência estrangeira na disputa.
"Articulações de Flávio e Eduardo com autoridades norte-americanas transformaram sanções, barreiras comerciais e ataques à credibilidade das urnas em instrumentos para desgastar o governo Lula e favorecer a candidatura do PL", declarou a coligação.
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Se os abusos forem reconhecidos, a coligação pede a cassação dos registros ou diplomas de Flávio e Alfredo Gaspar e a inelegibilidade de Flávio e Eduardo por oito anos.