Lula diz que quer ser eleito para manter Jair Bolsonaro preso
Presidente argumentou que sua ideia é contrária à de Flávio Bolsonaro (PL), que quer soltar o pai
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que quer ser reeleito ao cargo para manter preso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto o plano do seu atual rival político, o senador, filho de Jair e candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) é libertar o pai.
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Durante ato de campanha em Florianópolis (SC), neste sábado (19/9), Lula declarou que "a ideia do outro [Flávio Bolsonaro]: 'Eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia'. E eu quero ganhar para manter ele na cadeia".
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Em setembro de 2025, Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado com grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. Hoje, ele cumpre pena em regime domiciliar.
O candidato bolsonarista já declarou que, caso seja eleito, pretende anistiar todos os condenados no processo sobre a trama golpista, consolidada em 8 de janeiro de 2023 na Praça dos Três Poderes, logo após a eleição de Lula e a derrota de Jair. Segundo Flávio, a intenção é conceder anistia "geral, ampla e irrestrita" durante a transição de governo.
A ideia é compartilhada por outros candidatos ligados ao campo da direita. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que também concorre ao cargo, também prometeu dar anistia aos condenados. Em entrevista à TV Globo, ele defendeu que a tentativa de Golpe de Estado foi "um movimento de vandalismo e depredação", que as condenações foram "perseguição" e que não houve crime porque a tentativa de golpe não foi consumada.
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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), que também participa da corrida eleitoral, é outro que promete "anistia ampla, geral e irrestrita" aos condenados. Também à Globo, ele afirmou que vai propor ao Congresso Nacional um projeto de anistia, de modo que a medida poderá "pacificar o país" em um momento de polarização.