O ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão (Republicanos), que era cotado para ser vice na chapa de Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo de Minas, afirmou nesta terça-feira (4/8) que seguirá ao lado do senador após a tentativa de reverter a desistência da candidatura. Em vídeo publicado nas redes sociais, Falcão disse que considera a dupla “a melhor opção para Minas”.

Falcão disse que acompanha a trajetória do senador há meses e que conhece as dificuldades enfrentadas por ele após a perda familiar. O senador perdeu o irmão Matheus Azevedo, vítima de leucemia, no último mês. Segundo o ex-prefeito, a desistência anunciada na segunda-feira (3/8) ocorreu por uma preocupação de Cleitinho em cuidar da família, mas foi revista após o apoio dos parentes.

"Ontem, depois de sustentar sua candidatura, ele, por um sentimento de ter que ajudar sua família, cuidar da sua mãe, cuidar dos seus irmãos, teve aquele momento onde ele disse que não seria candidato. Hoje, os irmãos dele, a mãe dele, vieram aqui para Brasília depois de passar a noite inteira na estrada dizendo que eles vão ajudar o Cleitinho", declarou.

O ex-prefeito afirmou ainda que mantém o compromisso com o senador e que continuará apoiando a candidatura caso Cleitinho consiga reverter a decisão do Republicanos. "Quero dizer a vocês aqui que estou com ele (Cleitinho) até o final e quero agradecê-lo por ter defendido o meu nome em momentos difíceis, mantendo os compromissos que nós fizemos”, afirmou.

Sem candidatura

O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), descartou nesta terça-feira (4/8) uma nova reviravolta na definição da candidatura do partido ao governo de Minas Gerais e afirmou que a situação do senador Cleitinho Azevedo é "página virada". A declaração foi dada em coletiva de imprensa após a convenção nacional da legenda, um dia depois de o senador anunciar a desistência da disputa e depois pedir publicamente que o partido reconsiderasse a decisão.

Segundo Pereira, a direção do Republicanos decidiu encerrar as discussões sobre a candidatura diante da proximidade do prazo final das convenções partidárias e da instabilidade provocada pelas sucessivas mudanças de posição do senador.

"Diante desse cenário, dessa instabilidade, compreensível pelo momento que está passando (o luto do irmão) e das suas idas e vindas, o partido tomou uma decisão. Porque nós estamos, amanhã, a um dia do prazo final das convenções. E, por outro lado também, a gente não pode submeter o povo de Minas, milhões de brasileiros mineiros, a uma situação de insegurança, de uma instabilidade como essa."

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Na sequência, o dirigente afirmou que a decisão é definitiva. "Então, a decisão que está tomada, o que eu disse, está dito, porque é a expressão da verdade. E eu não tenho mais nada a falar sobre o assunto. Para mim, o tema é página virada."

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