BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O PT tentará dar repercussão internacional para a convenção que, na manhã deste domingo (2/8), escolherá oficialmente o presidente Lula como candidato do partido na disputa pelo Palácio do Planalto. A legenda também tenta minimizar as possibilidades de algo dar errado, como a produção, pelo próprio Lula, de alguma gafe que cause desgaste político.
Aliados convenceram o presidente da República a usar um teleprompter - aparelho que facilita a leitura de textos em público - e ler seu discurso, em vez de fazer uma de suas tradicionais falas improvisadas. Nada garante, porém, que Lula não decida na hora discursar sem ler um texto.
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O ato será realizado na Zona Norte de São Paulo, e a expectativa é que deva receber algo próximo de 3.000 pessoas. O formato é pensado para favorecer a transmissão em vídeo em ambientes digitais.
Poucos discursos deverão ser proferidos. Provavelmente só o próprio Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o presidente do PT, Edinho Silva, falarão.
O argumento para o chefe do governo aceitar o uso do teleprompter e um ato mais enxuto foi o de que há outro evento planejado para mobilizar a militância petista: o lançamento da candidatura, em 16 de agosto.
Esse ato de lançamento será no estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, onde Lula liderou as greves que o fizeram ficar nacionalmente conhecido. O plano do PT, nessa oportunidade, é promover discursos com forte carga emocional para os apoiadores do presidente.
Na convenção deste domingo, o assunto predominante deverá ser a soberania nacional. Esse será um dos principais motes da campanha petista. Lula adotou discursos com esse tom depois do primeiro tarifaço americano contra produtos brasileiros, no ano passado. Na época, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vinculou as taxas ao julgamento que condenaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à prisão por tentativa de golpe de Estado.
O assunto ganha relevância nas falas petistas conforme os atritos com o governo americano ficam mais evidentes. Recentemente, o Itamaraty negou vistos a funcionários da gestão Trump que viajariam ao Brasil, de acordo com o jornal The Washington Post, para questionar as eleições brasileiras.
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A campanha de Lula e seu governo receiam que Trump e outros líderes internacionais de direita, como o argentino Javier Milei, tentem interferir na disputa eleitoral em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A preocupação é principalmente com os três ou quatro dias anteriores à eleição, marcada para 4 de outubro, e com as redes sociais, devido à influência de Trump sobre grandes empresas de tecnologia - o X (ex-Twitter) de Elon Musk e a plataforma Rumble já tiveram atuação questionada nos últimos anos.
A última pesquisa Datafolha mostrou Lula com 40% das intenções de voto para o primeiro turno contra 32% de Flávio Bolsonaro.
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No cenário mais provável de segundo turno, o petista aparece com 48% contra 43% de Flávio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
