Lindbergh nega armação contra Gaspar e chama acusação de fake news
Deputado petista afirma que relato enviado pela Câmara ao STF faz parte de uma tentativa do bolsonarismo de associá-lo à suposta fabricação de denúncia
compartilhe
SIGA
O vice-líder do governo no Congresso, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), negou nesta terça-feira (11/8) qualquer participação em uma suposta articulação para fabricar uma denúncia de estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). A manifestação ocorreu após a Câmara dos Deputados encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um depoimento no qual um comerciante afirma que teria sido procurado para participar de uma suposta armação envolvendo o parlamentar.
Em publicação nas redes sociais, Lindbergh classificou as acusações como “fake news” e afirmou que o episódio seria uma tentativa de integrantes do bolsonarismo de criar uma narrativa contra ele. Segundo o deputado, a acusação de que teria pago um comerciante para produzir uma denúncia contra Gaspar é “absurda”. Ele também disse que o relato teria sido construído a partir das declarações de uma pessoa que, segundo ele, o persegue há anos.
“O bolsonarismo tenta criar mais uma fake news contra mim”, afirmou Lindbergh.
Leia Mais
A controvérsia teve origem em uma notícia apresentada por Lindbergh e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), em 27 de março, na qual os parlamentares relataram uma denúncia de suposto estupro de vulnerável envolvendo Alfredo Gaspar. A acusação apontava que o deputado seria responsável pela gravidez de uma adolescente. O caso passou a ser analisado pelas autoridades e, posteriormente, surgiu um relato apresentado à Polícia Legislativa contestando a autenticidade da denúncia.
No depoimento encaminhado pela Câmara ao STF, o comerciante Luis Antonio Lopes, de 62 anos, proprietário de um quiosque em um shopping na Zona Norte do Rio de Janeiro, relatou que teria sido abordado para participar de uma suposta encenação. Segundo ele, o plano envolveria sua prestadora de serviços, Marcela Maria Mendes, que seria apresentada sob o pseudônimo “Jailma” e concederia entrevistas fingindo ser a vítima atribuída ao caso envolvendo Gaspar.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Diante das acusações, Lindbergh afirmou que pretende continuar atuando politicamente "contra a extrema direita, com fatos, provas e a verdade". O episódio agora está sob análise do STF, que recebeu os documentos relacionados ao caso e deverá avaliar os elementos apresentados pelas partes antes de qualquer conclusão sobre a existência de uma eventual armação.