O Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou nesta segunda-feira (20/7) o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) como pré-candidato da legenda ao governo de Minas Gerais.
Ministro da Desenvolvimento Agrário do Brasil durante o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, Patrus foi definido pelo vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, deputado Rogério Correia (PT-MG), como um dos nomes que têm "compromisso com o povo, a democracia e a justiça social".
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"O time do presidente Lula em Minas está formado e se preparando para o tetra! É Patrus Ananias para governador e Marília Campos para o Senado. Vamos unir forças para reconstruir nossa Minas Gerais com quem tem compromisso com o povo, a democracia e a justiça social. Vamos juntos!", anunciou Correia pelas redes sociais.
A vaga de vice na chapa com Patrus, no entanto, segue vaga.
Por sua vez, em vídeo de anúncio da pré-candidatura, Patrus afirmou que sua trajetória política começou ainda na infância, motivada pela formação cristã e pela militância iniciada em Bocaiúva, no Norte de Minas, onde nasceu. O ex-prefeito de Belo Horizonte classificou a gestão na capital, entre 1993 e 1997, como uma "experiência inesquecível" e destacou políticas implantadas no período, como os restaurantes populares, o Orçamento Participativo e a ampliação de ações nas áreas de saúde, educação e cultura.
Ananias também afirmou que o trabalho desenvolvido em Belo Horizonte levou o presidente Lula a convidá-lo para integrar o governo federal, onde participou da implantação do Bolsa Família e de políticas de segurança alimentar. Segundo ele, "o fundamental mesmo na política são as relações humanas" e o "compromisso com a vida". O pré-candidato disse ainda que pretende percorrer Minas Gerais para ouvir a população e construir propostas em conjunto para o estado.
Tentativas frustradas
O anúncio da candidatura ocorre após duas tentativas frustradas da legenda de estabelecer o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), primeiro com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e, depois, com a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT).
Em maio, Pacheco, defendido por Lula como nome a concorrer ao Palácio de Tiradentes, descartou sua participação no pleito de outubro. Em entrevista coletiva, ele afirmou que recebeu um pedido do próprio presidente para que concorresse, mas manteve a convicção de que não participaria.
Conforme argumentou Pacheco, 2026 é seu último ano na vida política. O senador do PSD comentou sobre seus 12 anos de vida pública, que contaram com mandatos de deputado federal e senador, além de cargos de relevância como a presidência do Senado e a do Congresso Nacional por quatro anos, e falou em "fechamento de ciclos". Seu nome também já havia sido descartado pela federação entre os partidos União Brasil e Progressistas, que contam com a pré-candidatura de Mateus Simões na chapa eleitoral.
Marília também se manteve convicta na sua vontade primária sobre o pleito de outubro e descartou concorrer à cadeira de governadora. No fim de junho, o nome dela foi citado pelo presidente como interessante na liderança do palanque petista no estado, juntamente com um pedido de que dirigentes do partido a convencessem a entrar na corrida.
A ex-prefeita, no entanto, se manteve na movimentação inicial de se lançar ao Senado, em uma tentativa de quebrar com o tabu do PT nunca ter vencido o Senado em Minas Gerais. Em nota compartilhada com o Estado de Minas, ela defendeu que sua pré-candidatura já havia sido "construída coletivamente" e é "a única disponibilidade política para a disputa de 2026".
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Marília ainda reconheceu que o lançamento de candidatura própria pelo partido em Minas é "legítima do ponto de vista partidário", porém entendeu que "pode fragilizar o campo democrático e popular no estado" e defendeu que uma melhor estratégia para o partido seria uma aliança com outras legendas ao campo da esquerda.
