O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), criticou nessa segunda-feira (6/7) a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) após ela comparar o número de projetos de lei aprovados pelos cinco deputados federais mais votados do país.
Em publicação nas redes sociais, Boulos classificou a comparação como "lamentável" e disse ter orgulho das propostas que conseguiu transformar em lei durante o mandato na Câmara dos Deputados.
No vídeo, Tabata afirmou estar "chocada" com a quantidade de projetos aprovados pelos parlamentares mais votados nas eleições e disse que eles entregaram "migalhas" aos eleitores. Em seguida, comparou sua atuação à dos cinco deputados citados.
Segundo a deputada, os parlamentares tiveram o seguinte desempenho em número de projetos transformados em lei: Nikolas Ferreira (PL-MG), três projetos em um mandato; Guilherme Boulos, cinco projetos em um mandato; Carla Zambelli (PL-SP), cinco projetos em dois mandatos; Eduardo Bolsonaro (PL-SP), cinco projetos em três mandatos; e Ricardo Salles (Novo-SP), nenhum projeto aprovado em um mandato. Tabata ressaltou que, pelos mesmos critérios utilizados na comparação, ela própria aprovou 32 projetos que viraram lei.
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Ao responder à publicação, Boulos disse considerar inadequada a comparação com parlamentares da direita e defendeu sua atuação legislativa. Além de rebater a comparação, Boulos criticou posições adotadas por Tabata durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), citando o voto favorável da deputada à reforma da Previdência e sua atuação na proposta que equipara o antissemitismo ao racismo, incluindo manifestações contra o Estado de Israel como possíveis formas de ataque à coletividade judaica.
"Tenho muito orgulho dos projetos que aprovei, dentre eles a Lei das Cozinhas Solidárias, que ajudou a tirar o Brasil do Mapa da Fome. Teria vergonha se tivesse votado a favor da Reforma da Previdência de Bolsonaro ou se fosse autor de uma lei que criminaliza as críticas ao genocídio de Israel na Faixa de Gaza", escreveu o ministro.
Entre os parlamentares mencionados por Tabata, Carla Zambelli renunciou ao mandato de deputada federal em dezembro de 2025, após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal confirmar, por unanimidade, a perda do cargo. Ela foi condenada a 10 anos de prisão pela invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a cinco anos e três meses de prisão pelo porte ilegal de arma, em processo relacionado ao episódio em que perseguiu um homem armada, em 2022.
Já Eduardo Bolsonaro teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro de 2025, quando a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda do cargo por excesso de faltas. Ele está nos Estados Unidos, auto exilado, desde fevereiro de 2025.
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Boulos se licenciou do mandato de deputado federal em outubro de 2025 para assumir o comando da Secretaria-Geral da Presidência da República.
