O pedido feito pelo senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para que o governo dos Estados Unidos adie a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, vale apenas até o fim do período eleitoral.
Em documento enviado ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), o parlamentar argumenta que o aumento das taxas anteriormente adotado pelos Estados Unidos não alterou a postura das autoridades brasileiras e produziu efeito político contrário ao esperado.
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Segundo ele, a iniciativa fortaleceu o discurso de seu principal oponente nas eleições presidenciáveis, o atual presidente da República que tentará a reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com o anúncio do tarifaço, a pré-campanha petista passou a apresentar as ações dos Estados Unidos como ataques à soberania nacional. "As tarifas propostas recompensariam o atual governo brasileiro pela própria estratégia que tem adotado: obstruir negociações sérias, provocar retaliações e, em seguida, converter essa retaliação em uma vitória política interna", escreveu.
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Flávio Bolsonaro participará, na próxima semana, de audiência pública promovida pelo USTR para discutir as tarifas propostas pelo governo Donald Trump sobre produtos brasileiros. O senador está confirmado para falar nesta terça-feira (7/7).
