Governo Lula repudia Flávio Bolsonaro nos EUA: 'Traição à pátria'
"Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro", diz nota
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A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República publicou uma nota repudiando a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma audiência pública nos Estados Unidos que debateu a imposição de tarifas comerciais contra o Brasil.
Flávio disse que viajou aos EUA para “fazer o trabalho que o Lula e o PT, o Partido do Tarifaço, decidiram não fazer”. O encontro era aberto à participação do setor privado e da sociedade civil.
O governo rebateu a provocação dizendo que negocia “no mais alto nível” e Flávio estava tentando “politizar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos”.
Flávio Bolsonaro nos EUA
Segundo o governo Lula, 34 brasileiros participaram e apenas o senador não se posicionou totalmente contrário às tarifas, apenas pediu o adiamento, “com claro objetivo eleitoreiro”.
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“Em vez de rebater as alegações infundadas do governo norte-americano para taxar o Brasil, o senador optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país”, diz a nota do governo.
O texto cita a “campanha” da família Bolsonaro na origem do tarifaço, o envolvimento de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e acusa o parlamentar de querer “subordinar o Pix aos interesses norte-americano”.
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“Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro”, encerra a nota.