A possibilidade de uma eleição presidencial ser decidida já no primeiro turno é um tema que movimenta o cenário político e gera dúvidas entre os eleitores. Para que isso aconteça, um candidato precisa alcançar a chamada maioria absoluta, ou seja, obter mais da metade dos votos válidos, o que corresponde a 50% mais um.

Essa regra está prevista na Constituição Federal e busca garantir que o eleito tenha uma representatividade sólida. A definição depende diretamente do conceito de votos válidos, que é a chave para entender o processo. Se nenhum candidato atingir essa marca, a disputa vai para o segundo turno entre os dois mais bem colocados.

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O que são votos válidos?

Para o cálculo do resultado, a Justiça Eleitoral considera apenas os votos válidos. Isso significa que os votos brancos e nulos são completamente descartados da contagem final. Eles são registrados para fins estatísticos, mas não têm poder de influenciar a definição do vencedor.

Na prática, o cálculo funciona assim: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) soma todos os votos depositados nas urnas, subtrai os brancos e os nulos e, com base nesse novo total, calcula o percentual de cada candidato. É sobre essa base de votos válidos que um concorrente precisa superar a marca de 50% para vencer.

Por exemplo, em um universo de 100 milhões de votos, se 10 milhões forem brancos ou nulos, a base de cálculo passa a ser de 90 milhões de votos válidos. Nesse cenário, um candidato precisaria de 45 milhões de votos mais um para ser eleito no primeiro turno.

Quando o Brasil decidiu a eleição no 1º turno?

Desde a redemocratização, as eleições presidenciais no Brasil foram decididas no primeiro turno em duas ocasiões, ambas com o mesmo candidato:

Após 1998, todas as eleições presidenciais no país foram para o segundo turno. Uma vitória em etapa única é vista como uma forte demonstração de apoio popular e evita o prolongamento da campanha, que geralmente envolve mais custos e desgaste político para os candidatos e para o eleitorado.

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